Operações visam combater narcotráfico na região.
Ataques a embarcações no Pacífico resultaram em oito mortes, parte de uma campanha militar dos EUA.
Na segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, uma série de ataques realizados pelo exército dos Estados Unidos a três embarcações no leste do oceano Pacífico resultou na morte de oito pessoas. Esta operação é parte de uma campanha militar mais ampla, que já causou a morte de mais de 90 indivíduos desde setembro deste ano.
O contexto da operação militar
O Comando Sul dos EUA comunicou que as embarcações atacadas estavam navegando por rotas reconhecidas de narcotráfico, e que todas estavam supostamente envolvidas em atividades ilegais. A operação, que inclui uma significativa mobilização militar no Caribe e no Pacífico, é liderada pelo chefe do Pentágono, Pete Hegseth. Desde o início de setembro, as forças dos EUA destruíram pelo menos 26 embarcações e mataram cerca de 95 pessoas durante essas operações.
Detalhes dos ataques
Os ataques foram documentados em vídeos que mostram as embarcações flutuando na água antes de serem atingidas. O Comando Sul relatou que foram mortos “oito narcoterroristas do sexo masculino” durante as ações: três na primeira embarcação, dois na segunda e três na terceira. A operação gerou controvérsia, especialmente após um ataque inicial em que sobreviventes de um barco foram mortos em um segundo ataque, levando a acusações de possíveis crimes de guerra.
Impacto e reações
A mobilização militar dos EUA é acompanhada por um forte discurso do presidente Donald Trump, que afirma que o objetivo da operação é o combate ao narcotráfico. Por outro lado, o presidente venezuelano Nicolás Maduro expressa desconfiança, sugerindo que essas ações podem ser um pretexto para uma intervenção militar ou mudança de regime em seu país. A situação continua a ser acompanhada de perto por analistas e ativistas de direitos humanos, que alertam para as consequências dessas operações em uma região já marcada por tensões políticas e sociais.





