Ataques dos EUA à Venezuela motivados por recursos naturais, afirma embaixador

Em meio a tensões geopolíticas, o embaixador Samuel Moncada defende a soberania venezuelana na ONU.

Samuel Moncada, embaixador da Venezuela na ONU, afirma que o ataque dos EUA foi motivado por interesses nos recursos naturais do país.

O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, trouxe à tona discussões acaloradas sobre a verdadeira motivação por trás dessa ação. O embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, fez uma declaração contundente, afirmando que a ofensiva foi impulsionada pela ganância norte-americana por recursos naturais e pela posição geopolítica estratégica da Venezuela.

Contexto do Conflito

Moncada classificou a ação como uma prática colonialista e neocolonialista, chamando a atenção para as perdas de vidas civis durante o ataque. Segundo ele, o evento de 3 de janeiro de 2026 não apenas viola a soberania da Venezuela, mas também representa uma flagrante violação da Carta da ONU. Ele alertou que a aceitação desse tipo de agressão estabelece um precedente perigoso para a comunidade internacional, onde países com maior poder militar podem decidir o destino dos outros pela força.

Detalhes da Operação Militar

A operação militar, conforme relatado, envolveu:
Data da operação: 3 de janeiro de 2026.
Participação militar: 150 caças e bombardeiros que atacaram alvos estratégicos.

  • Captura de figuras chave: Sequestro de Maduro e Cilia Flores.

Moncada enfatizou que o direito internacional deve ser respeitado sem exceções e que a Venezuela se mantém firme em sua posição de buscar diálogo e paz, mesmo diante de tais agressões.

Reação dos EUA e Implicações

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a operação através de suas redes sociais e indicou que os EUA assumiriam temporariamente a administração da Venezuela. Trump também declarou que a exploração do petróleo venezuelano seria um objetivo principal da operação, o que levantou questões sobre a legalidade da ação sem a aprovação do Congresso ou do Conselho de Segurança da ONU.

Embora Trump tenha afirmado que não houve baixas entre os militares dos EUA, o mesmo não pode ser dito em relação aos civis venezuelanos. As consequências do ataque ainda estão sendo avaliadas, e a situação permanece tensa tanto no cenário interno da Venezuela quanto nas relações internacionais.

Caminho à Frente

O governo venezuelano, representado por Moncada e a vice-presidente Delcy Rodríguez, reafirmou a legitimidade de Maduro e a disposição para dialogar com os EUA, desde que as bases do direito internacional sejam respeitadas. A comunidade internacional observa atentamente, pois as ações dos EUA podem redefinir a dinâmica política na América Latina e além.

Diante desse cenário, a Venezuela continua a se opor à intervenção externa e a buscar apoio no respeito à sua soberania, enquanto a situação evolui com potencial para implicações globais significativas.