Ministro determina fiscalização sobre execução de recursos públicos.

Flávio Dino ordena auditoria da CGU sobre emendas do Dnocs, após indícios de irregularidades.
O cenário de irregularidades na execução de emendas parlamentares pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) levou o ministro Flávio Dino a ordenar uma auditoria pela Controladoria-Geral da União (CGU). A decisão, anunciada em 17 de dezembro de 2025, é parte de um esforço mais amplo para garantir a transparência na gestão pública.
Contexto da Auditoria
A decisão de Flávio Dino é resultado de relatórios técnicos que indicaram inconsistências em obras de pavimentação que receberam recursos do Congresso Nacional. A CGU será encarregada de incluir no seu Plano de Auditorias de 2026 uma fiscalização específica sobre o Dnocs, com ênfase na execução das emendas vinculadas à ação orçamentária ’00SX – Apoio a Projetos de Desenvolvimento Sustentável Local Integrado’. Essa ação foi considerada excessivamente genérica pelos órgãos de controle, levantando preocupações sobre a destinação dos recursos.
Detalhes da Investigação
Além da auditoria, Flávio Dino já havia autorizado, no final de novembro, uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da CGU, que investigou fraudes em contratos de pavimentação. As investigações revelaram um cenário alarmante de superfaturamento e serviços não realizados, onde documentos falsos foram utilizados para encobrir as irregularidades. Servidores do Dnocs estariam permitindo que empresas contratadas apresentassem medições falsas, atestando a conclusão de obras que, na verdade, estavam longe de serem finalizadas.
Impactos e Próximos Passos
O esquema foi descoberto após um cruzamento de dados realizado pela CGU, que revelou discrepâncias entre os valores pagos e os serviços efetivamente executados. A auditoria agora em andamento promete trazer à luz detalhes sobre a execução das emendas, o que poderá resultar em sanções e ajustes necessários para evitar novos desvios na aplicação de recursos públicos. Essa ação é um passo importante para restaurar a confiança na administração pública e assegurar que os recursos sejam utilizados de forma adequada e transparente.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Hugo Barreto/Metrópoles





