Aumento de casos de Srag por influenza no Norte do Brasil

Boletim da Fiocruz aponta crescimento preocupante em várias regiões.

Regiões do Norte do Brasil apresentam alta em casos de Srag, com riscos em diversas idades.

O aumento de casos de Srag por influenza no Norte do Brasil acende um alerta nas autoridades de saúde. Regiões como Acre, Amazonas, Pará e Tocantins estão enfrentando uma alta na incidência da síndrome, particularmente em populações adultas e idosas. O boletim da Fiocruz, divulgado em 18 de dezembro de 2025, registra que essa elevação está vinculada à circulação do vírus influenza A.

Cenário epidemiológico em expansão

A análise da Fiocruz revela que, além do Norte, estados do Nordeste, como Bahia, Maranhão e Piauí, também começam a ver um aumento nas hospitalizações por Srag. No Sul, Santa Catarina também apresenta uma recuperação nos números, enquanto o Espírito Santo no Sudeste retoma o crescimento de casos. Nos últimos 14 dias, cinco estados e o Distrito Federal registraram incidência de Srag em níveis de alerta ou alto risco.

Incidência entre as crianças

Particularmente preocupante é o cenário no Amazonas, onde há um sinal de crescimento nos casos de Srag em crianças de até dois anos, relacionado ao vírus sincicial respiratório (VSR). No Distrito Federal, o aumento se concentra na faixa etária infantil até quatro anos, com metapneumovírus e rinovírus sendo os principais responsáveis.

Casos e hospitalizações

Os dados laboratoriais indicam que o rinovírus é a principal causa de hospitalização por Srag em crianças e adolescentes de até 14 anos. A leve diminuição observada na população jovem, adulta e idosa em nível nacional reflete uma queda nas hospitalizações por influenza A em algumas áreas do Sudeste e Centro-Oeste. No entanto, as hospitalizações devido a outros vírus continuam a crescer nas regiões Norte, Nordeste e Sul, com a Covid-19 ainda presente como uma das causas de internação entre idosos.

Tendências futuras

O cenário atual sugere uma tendência de queda a longo prazo, mas as últimas três semanas mostraram uma estabilização ou oscilações nos dados. As autoridades de saúde estão monitorando de perto a situação para implementar medidas necessárias de controle e prevenção. A população é orientada a se vacinar e a manter cuidados preventivos, especialmente em grupos vulneráveis, para mitigar os impactos dessa onda de infecções respiratórias.