A polêmica das viagens com recursos não oficiais e suas implicações.
Rodrigo Bacellar enfrenta suspeitas sobre o uso de helicóptero privado durante seu mandato interino.
O uso controverso de um helicóptero privado
Rodrigo Bacellar, afastado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi governador em exercício em várias ocasiões na ausência de Cláudio Castro. Recentemente, surgiram evidências de que Bacellar utilizou um helicóptero particular para compromissos oficiais, levantando suspeitas sobre a legalidade e a ética de suas ações.
A empresa por trás do helicóptero
A aeronave em questão pertence à Gigante Empreendimentos Imobiliários, uma empresa registrada em nome de Monaliza Santos de Vasconcelos, que é beneficiária do programa Bolsa Família. Embora o governo declare que a viagem não foi paga com recursos públicos, o custo de uma viagem de ida e volta entre Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes com um helicóptero desse modelo pode ultrapassar R$ 50 mil. Essa situação levanta sérias questões sobre a transparência e a moralidade no uso de recursos públicos.
Implicações e reações
Especialistas em compliance alertam que essa prática pode ocultar os verdadeiros proprietários e gerar conflitos de interesse. Juliana Sakai, da Transparência Brasil, enfatiza que o uso de laranjas para esconder informações é uma prática comum que deve ser evitada, especialmente por agentes públicos que devem prezar pela moralidade. O código de conduta do governo do Rio proíbe governadores e secretários de aceitarem transporte ou favores de particulares, o que intensifica a gravidade da situação.
A investigação em curso
A GloboNews descobriu que o helicóptero fez pousos em locais oficiais, como o heliponto do Palácio Guanabara, e que Bacellar utilizou a aeronave em compromissos em municípios do interior do Rio. A empresa responsável pela operação do helicóptero, Go Faster, não conseguiu explicar as viagens feitas pelo deputado, o que só adiciona mais mistério ao caso.
Nota do governo e da Go Faster
O governo do Rio afirmou que os voos realizados são publicados mensalmente no Portal da Transparência e que não foram utilizados recursos públicos. A Go Faster, por sua vez, reiterou que atua de acordo com a legislação e que a relação com o proprietário do helicóptero se dá por meio de contrato de arrendamento, sem conhecimento sobre questões pessoais dos sócios.
A situação de Rodrigo Bacellar segue sob vigilância, enquanto a sociedade e as autoridades aguardam esclarecimentos sobre as práticas de uso de recursos e a ética no serviço público.





