Releitura contemporânea do clássico romântico marca parceria entre companhia de dança e Orquestra Sinfônica do Paraná

Produção com direção de Luiz Fernando Bongiovanni encerrou temporada no domingo com seis apresentações que exploram temas de identidade e aparências
GiselleS encerra temporada com lotação máxima no Centro Cultural
A releitura contemporânea do balé clássico romântico GiselleS encerrou sua temporada no domingo (21 de junho) com 11.340 espectadores no Centro Cultural Teatro Guaíra. A produção marcou parceria estratégica entre a companhia de dança local e a Orquestra Sinfônica do Paraná, que executou ao vivo a partitura de Adolphe Adam sob a direção do maestro convidado Gabriel Rhein-Schirato.
Inovação dramatúrgica em uma releitura clássica
Sob direção geral de Luiz Fernando Bongiovanni, a montagem apostou em linguagem contemporânea para aproximar diferentes gerações de um repertório do século XIX. A estratégia dramatúrgica manteve os temas centrais—amor, perda e remorso—enquanto incorporava reflexões sobre identidade e aparências, criando diálogo entre tradição e modernidade.
A produção contou com contribuições de Renato Theobaldo (cenografia), Edson Bueno (dramaturgia), Eduardo Giacomini (figurinos), Lucas Amado (iluminação) e Eduardo Ramos (produção de vídeo). A Orquestra Sinfônica do Paraná, sob direção musical de Roberto Tibiriçá, completou a colaboração artística.
Protagonista interpretada por três bailarinas
Uma das principais inovações cênicas foi a opção de distribuir o papel principal entre três intérpretes. Essa estratégia destaca as múltiplas facetas da personagem, permitindo variações interpretativas entre os elencos que se revezaram ao longo da temporada. A abordagem oferece perspectivas complementares sobre o personagem de Gisele.
Cronograma de apresentações
A temporada contemplou seis apresentações distribuídas ao longo de junho:
13 de junho
14 de junho
18 de junho
19 de junho
20 de junho
21 de junho
Reflexos de sucesso artístico e público
O alcance de mais de 11 mil espectadores indica resposta positiva do público aos experimentos formais propostos pela montagem. O GiselleS demonstra viabilidade de abordagens que combinam respeito ao cânone clássico com propostas que interrogam temas contemporâneos, consolidando a relevância artística de instituições de dança em centros urbanos.





