Banco Central autorizou ex-sócio do Master a comprar banco meses antes da operação da PF

Augusto Ferreira Lima recebeu aprovação do BC para controlar banco em julho de 2025, antes da investigação da Polícia Federal

Banco Central autorizou ex-sócio do Master a comprar banco meses antes da operação da PF
Foto: Adriano Machado

Banco Central autorizou Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, a assumir controle de banco meses antes da operação da Polícia Federal em 2025.

O Banco Central autorizou, em 24 de julho de 2025, Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, a assumir o controle do Banco Voiter, operação que ocorreu poucos meses antes da Polícia Federal deflagrar a operação Compliance Zero, que revelou fraudes no Sistema Financeiro Nacional.

Contexto da autorização

Augusto Ferreira Lima e Daniel Vorcaro foram sócios no Banco Master, instituição envolvida em esquema fraudulento investigado pela Polícia Federal. Enquanto Lima recebeu autorização para controlar o Banco Voiter, Vorcaro havia sido autorizado pelo Banco Central em julho de 2024 para controlar o antigo Banco Indusval.

A operação envolvendo Lima ocorreu pouco antes da deflagração da operação Compliance Zero, em novembro de 2025, quando ambos os empresários foram presos preventivamente pela Polícia Federal, prisão que foi revogada pelo Tribunal Regional Federal em menos de duas semanas.

O Banco Voiter e sua transformação

Após a autorização do Banco Central e a gestão de Augusto Ferreira Lima, o Banco Voiter passou a se chamar Banco Pleno S.A. e direcionou suas operações para o segmento empresarial. Essa mudança ocorre em meio ao contexto das investigações e reforça a importância da vigilância regulatória no setor financeiro.

Investigações e próximos passos

Os investigados no caso do Banco Master devem ser ouvidos pela Polícia Federal ainda em janeiro. Inicialmente previstas para ocorrer entre os dias 23 e 28, as oitivas tiveram o prazo reduzido para dois dias pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Até o momento, o Banco Central não divulgou posicionamento oficial sobre a autorização concedida a Augusto Ferreira Lima antes das investigações e da operação da Polícia Federal.

Implicações para o sistema financeiro

A autorização do Banco Central para que um dos investigados em esquema fraudulento assuma o controle de uma instituição financeira levanta questionamentos sobre os critérios e o processo de aprovação das operações bancárias. A situação destaca a necessidade de reforço na governança e na fiscalização do sistema financeiro brasileiro para garantir a segurança dos investidores e a estabilidade do mercado.

A sequência dos fatos, envolvendo o aval do Banco Central, as prisões e as investigações, reforça o cenário complexo enfrentado pelas autoridades para coibir fraudes e proteger o sistema financeiro nacional.

Foto: Adriano Machado

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Adriano Machado