Banco Central piora projeção de déficit em transações correntes para US$60 bilhões

Estimativa piorou US$4 bilhões em relação à previsão de junho. Balança comercial teve superávit reduzido de US$78 bilhões para US$75 bilhões.

Banco Central piora projeção de déficit em transações correntes para US$60 bilhões
Relatório de Política Monetária do BC divulgado nesta quinta-feira. Foto: Reuters

O Banco Central revisou para cima o déficit em transações correntes de 2026, passando de US$56 bilhões para US$60 bilhões, conforme Relatório de Política Monetária.

O Banco Central piorou nesta quinta-feira (24) sua estimativa para o resultado das transações correntes em 2026, passando a ver um saldo negativo de US$60 bilhões, ante rombo de US$56 bilhões projetado em junho, segundo seu Relatório de Política Monetária.

A autarquia manteve em US$75 bilhões a perspectiva para os Investimentos Diretos no País (IDP) em 2026. A estimativa anterior também era de US$75 bilhões, indicando estabilidade na expectativa de fluxo de capital estrangeiro para o país neste ano.

Na balança comercial, o Banco Central reduziu a previsão de superávit de US$78 bilhões para US$75 bilhões em 2026. A despesa líquida com viagens foi estimada em US$15 bilhões, mantendo o mesmo patamar previsto em junho.

As transações correntes de um país refletem o fluxo de bens, serviços e renda entre residentes e não residentes. Um déficit significa que o país está importando mais bens e serviços do que exportando, devendo cobrir a diferença com entrada de capital estrangeiro ou uso de reservas.

Para 2027, o Banco Central prevê um déficit de US$55 bilhões nas transações correntes, inferior ao projetado para 2026. Os Investimentos Diretos no País foram estimados em US$75 bilhões para o próximo ano, enquanto o superávit da balança comercial foi projetado em US$77 bilhões. A despesa líquida com viagens foi estimada em US$14 bilhões para 2027.

A piora na projeção para 2026 reflete ajustes nas expectativas de fluxos comerciais e de capital do país. O Banco Central realiza revisões periódicas de suas projeções conforme novos dados econômicos se acumulam ao longo do ano.