Banco Central russo classifica planos da Europa como ilegais

A Rússia se prepara para contestar ações da União Europeia sobre ativos congelados

Banco Central russo classifica planos da Europa como ilegais
Banco Central da Rússia alerta sobre planos da UE. Foto: Maxim Shemetov

Banco Central da Rússia afirma que planos da União Europeia são ilegais e promete contestar judicialmente.

Banco Central russo condena planos da União Europeia para ativos

O Banco Central da Rússia afirmou que os planos da União Europeia de utilizar seus ativos congelados são ilegais. Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira (12), a instituição reforçou que se reserva o direito de empregar todos os meios disponíveis para proteger seus interesses. Esta ação ocorre em um contexto de crescente tensão entre a Rússia e a UE, especialmente após a invasão da Ucrânia.

Processo contra a Euroclear

O banco central também anunciou que está processando a Euroclear, uma instituição financeira com sede em Bruxelas que detém muitos dos ativos congelados. O processo está sendo movido em um tribunal de Moscou e a instituição russa alegou que as ações da Euroclear prejudicam sua capacidade de dispor de seus fundos e títulos. O Banco Central afirmou: “Os mecanismos de utilização direta ou indireta dos ativos do Banco da Rússia, assim como quaisquer outras formas não autorizadas de utilização, são ilegais e contrários ao direito internacional, violando os princípios da imunidade soberana dos ativos”.

Reações da União Europeia

A Euroclear, juntamente com o governo belga e a Comissão Europeia, não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários sobre as declarações do Banco Central russo. Em meio a essas tensões, a Ucrânia também intensificou suas ações, atacando plataformas de petróleo russas e declarando uma guerra energética.

Planos de financiamento para a Ucrânia

A declaração do Banco Central russo faz referência a um comunicado da Comissão Europeia, publicado em 3 de dezembro, que delineava possíveis soluções para apoiar as necessidades de financiamento da Ucrânia nos anos de 2026 e 2027. Uma das soluções propostas inclui a possibilidade de a Comissão tomar emprestado saldos em caixa de instituições financeiras da UE que detêm ativos congelados do banco russo, para emitir um empréstimo de reparação para a Ucrânia. As autoridades russas já afirmaram que tal ação seria recebida com a “mais dura reação”.

Congelamento de ativos

Os governos da União Europeia estão em busca de um acordo que permita o congelamento dos ativos do Banco Central russo por tempo indefinido, eliminando a necessidade de uma votação a cada seis meses para renovar o congelamento. Isso representa uma escalada nas ações da UE em relação à Rússia, à medida que as sanções econômicas continuam a se intensificar em resposta à invasão da Ucrânia. O Banco Central russo advertiu que a implementação de tais planos será contestada em tribunais nacionais, autoridades judiciais de estados estrangeiros e organizações internacionais, inclusive em tribunais arbitrais.

A situação permaneceu tensa, com repercussões potenciais para as relações entre a Rússia e a Europa. A continuidade das tensões e as respostas judiciais prometem ser uma questão central nos próximos meses.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Maxim Shemetov