Força paramilitar Basij atua na contenção das manifestações, ampliando o controle estatal diante da crise social no país

Basij no Irã intensifica repressão durante protestos que duram semanas, com mais de 500 mortos e milhares presos.
Basij no Irã e sua atuação na repressão de protestos nacionais
Basij no Irã tem intensificado suas ações repressivas durante os protestos que ocorrem pelo país há duas semanas, incluindo no dia 8 de janeiro, quando as manifestações atingiram sua maior escala. Sob comando da Guarda Revolucionária Islâmica e liderada pelo líder supremo Ali Khamenei, essa força paramilitar voluntária está na linha de frente do controle e da violência contra manifestantes.
Histórico e formação da força paramilitar Basij
Fundada logo após a Revolução Islâmica de 1979 pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, a Basij significa “mobilização” em persa e foi criada para garantir que o regime teocrático não fosse ameaçado. A milícia conta com cerca de 20 milhões de voluntários, recrutados especialmente em áreas rurais e conservadoras, organizando-se nas mesquitas de Teerã e outras cidades importantes.
Papel da Basij na manutenção da ordem e imposição da moral islâmica
Além de atuar como uma força auxiliar da Guarda Revolucionária, a Basij impõe a moral islâmica e a ideologia estatal. O grupo tem longa história de repressão violenta a dissidentes, utilizando táticas como “ondas humanas” para limpar campos minados durante a guerra Irã-Iraque e, mais recentemente, suprimindo manifestações estudantis e populares.
Implicações políticas e sociais da repressão pela Basij
A repressão organizada pela Basij já resultou em mais de 500 mortos e aproximadamente 10.600 prisões, segundo organizações de direitos humanos. A força é alvo de sanções internacionais devido ao uso de violência e à suposta utilização de crianças-soldado. A censura da internet e o monitoramento das redes sociais, conduzidos também pela Basij, evidenciam um esforço sistemático para controlar a narrativa e sufocar o descontentamento social.
Conflitos recentes e resposta internacional
Com a escalada dos protestos em 2009 e mais recentemente em 2022, após a morte de Mahsa Amini, a Basij assumiu papel central na repressão. A violência e o isolamento informacional têm atraído críticas globais, enquanto no Irã lideranças políticas pedem moderação, tentando equilibrar a pressão interna e manter o controle político.
A atuação da Basij no Irã demonstra como forças paramilitares podem ser instrumentos decisivos na manutenção de regimes autoritários, utilizando-se da violência e da intimidação para conter movimentos sociais e preservar estruturas de poder.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images





