bc registra vazamento de dados em chaves pix do banco agibank

Banco Central confirma exposição de informações cadastrais de 5.290 clientes do Agibank entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025

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Banco Central divulgou relatório sobre incidentes envolvendo chaves Pix. Foto: Agência Brasil

Banco Central revela vazamento de dados cadastrais de clientes do Agibank envolvendo chaves Pix, o primeiro incidente registrado em 2026.

Banco Central confirma vazamento de dados cadastrais em chaves Pix do Banco Agibank

O Banco Central registrou o primeiro incidente de 2026 envolvendo vazamento de dados em chaves Pix, afetando 5.290 clientes do Banco Agibank SA. A exposição dos dados ocorreu entre 26 de dezembro de 2024 e 30 de janeiro de 2025, período em que as informações ficaram visíveis para terceiros. O presidente do Banco Central destacou a importância da transparência para manter a confiança no sistema de pagamentos instantâneos.

Detalhes do vazamento e tipo de informações expostas

As informações expostas incluíram nome do usuário, CPF parcialmente mascarado, instituição financeira, agência, número e tipo da conta bancária. Importante ressaltar que dados sensíveis como saldos, senhas e extratos bancários não foram comprometidos. A falha foi identificada como resultado de vulnerabilidades pontuais nos sistemas internos do Agibank, configurando um incidente de segurança cadastral, sem impacto direto na movimentação financeira dos clientes.

Resposta do Banco Central e medidas adotadas pelo Agibank

Mesmo com o baixo impacto potencial, o Banco Central decidiu divulgar o incidente publicamente, reforçando seu compromisso com a transparência. O Agibank comunicará diretamente os clientes afetados por meio do aplicativo e internet banking, que são os únicos canais oficiais para essa notificação. O Banco Central alerta para que os clientes desconsiderem mensagens por telefone, SMS, e-mails ou aplicativos de mensagens que possam ser tentativas de fraude.

Contexto histórico e regulamentação dos incidentes com chaves Pix

Este é o 21º incidente envolvendo dados do Pix desde o lançamento do sistema em novembro de 2020. Em todos os casos, a exposição se limitou a dados cadastrais, sem comprometimento das informações sigilosas protegidas pelo sigilo bancário. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece que incidentes dessa natureza devem ser investigados, com possibilidade de sanções que variam desde multas até a suspensão ou exclusão da instituição do sistema Pix, garantindo rigor na proteção dos dados dos usuários.

Impacto e perspectivas para o sistema Pix após o incidente

O vazamento evidencia desafios contínuos na segurança dos sistemas financeiros digitais, reforçando a necessidade de aprimoramentos técnicos e operacionais. A investigação do Banco Central poderá resultar em medidas corretivas para evitar novos incidentes. A manutenção da confiança dos usuários no Pix depende da transparência, rigor na fiscalização e resposta rápida a eventuais falhas, elementos fundamentais para a sustentabilidade do sistema de pagamentos instantâneos no Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Fonte: Agência Brasil