Bicheiro Adilsinho é enviado para presídio federal em Brasília após prisão no Rio

Transferência do contraventor ocorre após audiência de custódia e destaca preocupação com sua influência no crime organizado

Bicheiro Adilsinho é enviado para presídio federal em Brasília após prisão no Rio
Adilsinho foi preso em operação conjunta no Rio de Janeiro. Foto:

Bicheiro Adilsinho foi transferido para presídio federal em Brasília após prisão em operação conjunta no Rio de Janeiro.

Prisão e transferência do bicheiro Adilsinho para presídio federal em Brasília

O bicheiro Adilsinho foi transferido para um presídio federal em Brasília na sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, após sua prisão em operação conjunta da Polícia Federal e Polícia Civil do Rio de Janeiro realizada no dia anterior, 26 de fevereiro. A transferência para o sistema penitenciário federal foi determinada após audiência de custódia que manteve sua prisão. Inicialmente, havia a expectativa de que ele fosse conduzido ao Complexo de Bangu, mas a PF solicitou a transferência à Justiça, destacando a gravidade da influência do contraventor no crime organizado do estado.

Contexto da operação e monitoramento por drones

A captura de Adilsinho ocorreu após um intenso monitoramento que contou com o uso de drones para localizar o contraventor em uma mansão de luxo na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A ação integrada entre a Polícia Federal e a Polícia Civil resultou em sua prisão, assim como de outras pessoas, incluindo um policial militar da ativa, suspeito de atuar como segurança do grupo criminoso. Após a prisão, Adilsinho foi conduzido de helicóptero até a sede da Polícia Federal no Rio, onde prestou depoimento e realizou exame de corpo de delito.

Perfil e implicações da liderança de Adilsinho no crime organizado

Adilsinho é apontado como integrante da cúpula do jogo do bicho e líder de um esquema bilionário ligado à fabricação e distribuição de cigarros falsificados. Além disso, ele é investigado por envolvimento em dezenas de homicídios relacionados à disputa pelo controle do comércio ilegal no Rio de Janeiro. Sua influência e o grau de periculosidade avaliados pelas autoridades foram determinantes para a decisão de transferi-lo para um presídio federal, visando isolar seu poder dentro do sistema prisional estadual.

Impactos da transferência para o sistema prisional federal

A transferência de Adilsinho para Brasília evidencia a preocupação das autoridades em conter a influência de líderes do crime organizado no sistema carcerário local. Presídios federais possuem regimes de segurança máxima e estruturas destinadas a dificultar a comunicação e o controle de facções criminosas fora das unidades. Essa medida visa reduzir o risco de ações criminosas orquestradas de dentro das prisões e fortalecer o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro e no país.

A operação FICCO/RJ e o enfrentamento ao crime organizado

A prisão de Adilsinho faz parte da FICCO/RJ (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), uma operação que integra órgãos de segurança pública para enfrentar o crime estruturado no estado. Essa força-tarefa tem como foco desarticular grupos envolvidos em jogos ilegais, contrabando, homicídios e outras atividades ilícitas que comprometem a segurança pública e impactam negativamente a economia e a sociedade.

A transferência e prisão do bicheiro Adilsinho indicam avanços no enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro, ressaltando o papel da cooperação entre as instituições de segurança e a importância do sistema penitenciário federal para lidar com criminosos de alta periculosidade.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br