Biológicos representam menos de 20% dos registros de defensivos em 2026

Ministério da Agricultura aprovou 342 registros de defensivos agrícolas neste ano, mantendo predomínio dos químicos tradicionais

Biológicos representam menos de 20% dos registros de defensivos em 2026
Defensivos agrícolas concentram registros em produtos químicos tradicionais em 2026

Biológicos ficam atrás em meio ao avanço dos registros de defensivos agrícolas no Brasil. Dos 342 aprovados este ano, menos de 20% são biológicos ou microbiológicos.

O mercado brasileiro de defensivos agrícolas mantém em 2026 uma concentração em produtos químicos tradicionais, enquanto os biológicos seguem como minoria entre os registros aprovados.

Segundo Artur Vasconcelos Barros, Diretor Executivo no Grupo Central Campo, o Ministério da Agricultura e Pecuária registrou 342 aprovações de defensivos agrícolas neste ano. De acordo com o executivo, menos de 20% desses registros correspondem a produtos biológicos ou microbiológicos.

Os números refletem a preferência do setor pelos defensivos convencionais, que dominam tanto o mercado quanto as aprovações regulatórias no Brasil. Os produtos biológicos, embora ganhem espaço gradualmente no portfólio das empresas agrícolas, ainda enfrentam desafios em relação à adoção em larga escala.

A diferença entre os dois tipos está na origem e modo de ação. Defensivos químicos tradicionais são sintetizados em laboratório e agem de forma mais rápida e previsível. Produtos biológicos utilizam microrganismos, insetos ou substâncias naturais para controle de pragas e doenças, oferecendo maior seletividade e menor impacto ambiental.

O Ministério da Agricultura e Pecuária é responsável pela análise e aprovação de todos os registros de defensivos no país, seguindo critérios de segurança ambiental e eficácia agronômica. O órgão tem acelerado o processamento de solicitações nos últimos anos, tanto para produtos convencionais quanto para biológicos.

O dado de Artur Vasconcelos Barros indica que, apesar dos esforços da indústria para expandir o portfólio de biológicos, a proporção ainda não acompanha a demanda crescente por alternativas mais sustentáveis na agricultura brasileira.