bitcoin enfrenta queda com dúvidas sobre suporte dos preços

criptomoedas recuam diante de especulações sobre resistência e adoção em meio a cenário de incertezas econômicas

bitcoin enfrenta queda com dúvidas sobre suporte dos preços
Representação de criptomoedas em cenário de mercado instável. Foto: Representação de criptomoedas  • 24/01/2022 REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa

Bitcoin enfrenta queda pela segunda sessão seguida, enquanto investidores debatem níveis de suporte e adoção em queda no mercado de criptomoedas.

bitcoin enfrenta queda em meio a especulações sobre suporte dos preços

Nesta quarta-feira, 4 de janeiro de 2026, o bitcoin enfrenta queda pela segunda sessão consecutiva, com investidores avaliando qual seria o nível de suporte para a criptomoeda. O estrategista Barry Bannister, da Stifel, destaca que o tom mais agressivo adotado pelo presidente do Fed, Jerome Powell, é um indicativo negativo para o bitcoin. Por volta das 17h05 (horário de Brasília), o ativo recuava 1,44%, cotado a US$ 73.793,58, enquanto o ethereum caía 1,86%, a US$ 2.136,95, segundo dados da Binance.

impacto da indicação de Kevin Warsh para presidente do Fed

A recente indicação de Kevin Warsh para liderar o Federal Reserve provocou apreensão no mercado de criptomoedas, reforçando o movimento de baixa. Especialistas apontam que, mesmo antes dessa nomeação, o bitcoin já mostrava dificuldades, refletidas em saques massivos de ETFs institucionais. Esses fundos têm registrado bilhões de dólares em retiradas mensais desde outubro de 2025, sinalizando uma perda de interesse dos investidores tradicionais.

tendências históricas indicam possível queda acentuada do bitcoin

Segundo análise do estrategista Barry Bannister, as tendências históricas de mercado dos últimos 15 anos indicam que o bitcoin pode atingir patamares próximos a US$ 38 mil ainda em 2026, representando uma queda de 70% em relação à sua máxima histórica. Até o momento, o ativo já acumula uma desvalorização de 41% desde o recorde registrado anteriormente, apontando para um cenário de volatilidade e pressão negativa.

queda da adoção e pessimismo crescente no setor de criptomoedas

O Deutsche Bank observa que a adoção do bitcoin pelos consumidores americanos caiu para cerca de 12%, ante 17% em julho de 2025, demonstrando uma diminuição do interesse geral. O banco alemão destaca que esse cenário é impulsionado por um pessimismo crescente e a constante venda por parte de investidores institucionais, o que pressiona ainda mais os preços.

expectativa pela aprovação da Lei CLARITY como fator decisivo

Um elemento crucial para a recuperação sustentável do bitcoin está vinculado à aprovação da Lei CLARITY nos Estados Unidos. Informações indicam que a Casa Branca tem solicitado que os grupos de lobby envolvidos cheguem a um acordo até o final de fevereiro de 2026. A concretização dessa legislação pode representar um ponto de inflexão para o mercado, impactando positivamente a confiança e adoção das criptomoedas.

análise do cenário econômico e perspectivas para criptomoedas em 2026

A conjuntura econômica global, marcada por uma política monetária mais rígida e incertezas regulatórias, cria um ambiente desafiador para os ativos digitais. A queda do bitcoin reflete não apenas fatores técnicos, mas também uma reavaliação do apetite dos investidores por riscos. A atenção agora se volta para os desdobramentos regulatórios e a possível estabilização dos preços, que determinarão os rumos das criptomoedas ao longo do ano.

principais fatores que influenciam a volatilidade do bitcoin atualmente

Indicativos da Federal Reserve e suas políticas monetárias
Saques expressivos em ETFs institucionais ligados ao bitcoin
Diminuição na adoção por parte dos consumidores nos EUA
Expectativa pela aprovação da legislação específica para criptomoedas

  • Cenário global econômico e político que afeta a confiança do mercado

Esses elementos compõem o contexto em que o bitcoin enfrenta uma fase de baixa, exigindo atenção dos investidores e analistas quanto a possíveis recuperações ou novas quedas no curto e médio prazo.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br