Mercados asiáticos registram queda generalizada em 23 de fevereiro de 2026, impulsionados pela instabilidade geopolítica e avanço nos preços do petróleo

Bolsas da Ásia fecharam em baixa em 23 de fevereiro de 2026 devido à tensão no Oriente Médio e alta do petróleo, apesar de trégua prolongada.
Desempenho das bolsas asiáticas em 23 de fevereiro de 2026
As bolsas da Ásia fecharam em baixa na quinta-feira, 23 de fevereiro de 2026, em meio à tensão no Oriente Médio e à alta dos preços do petróleo. O índice Nikkei em Tóquio registrou queda de 0,75%, encerrando em 59.140,23 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,95%, fechando em 25.915,20 pontos. Taiwan também acompanhou o movimento descendente, com o Taiex recuando 0,43%, a 37.714,15 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve uma leve retração de 0,32%, fechando em 4.093,25 pontos, enquanto o Shenzhen Composto apresentou queda mais acentuada de 1,05%, terminando o dia com 2.759,62 pontos.
Exceção positiva: crescimento do Kospi impulsionado por semicondutores
Diferentemente do restante da região, o índice Kospi da Coreia do Sul avançou 0,90%, alcançando 6.475,81 pontos, um novo recorde histórico. Esse desempenho foi apoiado por dados econômicos superiores às expectativas e pelo forte desempenho das empresas de semicondutores Samsung Electronics, que subiu 3,2%, e SK Hynix, com alta de 0,16% após divulgação de balanços positivos.
Impactos da tensão no Oriente Médio nos mercados asiáticos
A cautela predominante nos mercados asiáticos decorreu dos relatos sobre a apreensão de dois navios pelo Irã no Estreito de Ormuz, além da interceptação de três petroleiros com bandeira iraniana por autoridades norte-americanas em águas asiáticas. Apesar da extensão por tempo indeterminado da trégua entre Estados Unidos e Irã anunciada pelo presidente Donald Trump, as incertezas políticas continuam alimentando a volatilidade nos mercados.
Avanço dos preços do petróleo e seu efeito sobre os mercados financeiros
Os preços do petróleo Brent subiram mais de 2%, alcançando cerca de US$ 104 por barril, refletindo preocupações sobre a estabilidade no Oriente Médio. Esse movimento acentuou o receio dos investidores em relação ao aumento dos custos de energia, pressionando os mercados acionários e influenciando o sentimento econômico regional.
Repercussão na Oceania: mercado australiano acompanha queda asiática
Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o viés negativo observado na Ásia, com o índice S&P/ASX 200 recuando 0,57% em Sydney, fechando em 8.793,40 pontos. O desempenho destacou a interconexão dos mercados financeiros globais e a sensibilidade à geopolítica e ao setor energético.
Perspectivas e desafios para os mercados asiáticos
A situação no Oriente Médio e a trajetória dos preços do petróleo permanecem como fatores críticos para a estabilidade dos mercados asiáticos. A indefinição quanto à continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã mantém o ambiente de incerteza, exigindo atenção dos investidores e formuladores de políticas. O desempenho do setor de tecnologia, especialmente semicondutores, surge como ponto de sustentação em meio ao cenário adverso.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Telão em Xangai mostra flutuação dos mercados acionários • Estela Aguiar





