Bolsas europeias fecham sem direção única com tech sob pressão e inflação dos EUA

Índice de preços ao produtor americano surpreende ao alta acima do esperado, reforçando temores sobre novos aumentos de juros

Bolsas europeias fecham sem direção única com tech sob pressão e inflação dos EUA
Bolsa de Londres, Reino Unido. Foto: Reuters/Toby Melville — Foto: Bolsa de Londres, Reino Unido  • Reuters/Toby Melville

Bolsas europeias ficaram sem direção única nesta quinta-feira (15) com ações de IA pressionadas pela liquidação global do setor

As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta quinta-feira (15), com ações ligadas à inteligência artificial pressionadas pela liquidação global do setor, enquanto balanços corporativos limitaram perdas maiores.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,08%, a 10.840,35 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,27%, a 25.368,04 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,78%, a 7.934,70 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,72%, a 49.397,55 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,18%, a 19.195,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,44%, a 9.373,82 pontos. As cotações são preliminares.

Dados de inflação dos Estados Unidos reforçaram o temor de novas altas de juros pelo Federal Reserve. O índice de preços ao produtor americano subiu 1,3% em setembro, acima da previsão de 0,5%, com alta anual de 6,3%. O núcleo do PPI dos EUA subiu 0,7%, com avanço de 5% na comparação anual.

A produção industrial da zona do euro caiu 0,5% em agosto, ante expectativa de alta de 0,1%. O subíndice tech do Stoxx 600 recuou 1,4%, com quedas generalizadas entre empresas do setor de semicondutores e infraestrutura.

Na Holanda, a ASML, maior empresa europeia em valor de mercado, caiu 4%. A ASM International recuou 7,1% e a BE Semiconductor perdeu 5,4%. Na Alemanha, a Infineon cedeu 5,1%, e a STMicroelectronics perdeu 3,5%.

A onda vendedora atingiu ainda a Siemens Energy, que recuou cerca de 2,1%, e a italiana Prysmian, com baixa de 2,7%, ambas ligadas à infraestrutura demandada por centros de dados.

Na contramão, a sueca Ericsson saltou 7,2% após divulgar lucro acima do esperado, impulsionando o setor de telecomunicações. Em Paris, a Pernod Ricard avançou 0,7% após reportar queda nas vendas menor que a prevista, sustentada em parte pelo crescimento de 19% na Índia.

A queda do petróleo também marcou presença no pregão europeu, contribuindo para o quadro de incertezas nos mercados globais.