Ex-presidente evita atividades de leitura e trabalho enquanto cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal
Relatório detalha rotina do ex-presidente Bolsonaro na Papudinha, revelando caminhadas e fisioterapia, mas sem atividades que reduzam pena.
Bolsonaro mantém rotina de fisioterapia e visitas no 19º Batalhão da PM
Entre os dias 15 e 27 de janeiro, Bolsonaro rotina Papudinha foi marcada por uma rotina de caminhadas diárias, sessões regulares de fisioterapia e acompanhamento médico constante na unidade prisional da Polícia Militar do Distrito Federal. O relatório oficial enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) revela que, apesar do acompanhamento de saúde rigoroso, o ex-presidente evitou atividades como leitura e trabalho, que poderiam possibilitar a remição da pena.
Detalhes do atendimento médico e fisioterapia autorizada pelo STF
Bolsonaro passou por avaliações médicas frequentes, chegando a receber até cinco atendimentos em um único dia. As consultas incluíram exames clínicos, monitoramento da pressão arterial, frequência cardíaca e oxigenação, todos essenciais para acompanhar seu quadro de saúde, especialmente após a facada sofrida em 2018. As sessões de fisioterapia ocorreram em dias alternados, conforme autorização judicial, sendo parte importante da rotina para manutenção do condicionamento físico.
Ausência de atividades que favoreçam remição da pena conforme a lei
O relatório destaca que, mesmo autorizado pelo programa do Conselho Nacional de Justiça que permite remição por leitura, Bolsonaro não realizou a leitura de livros ou produziu resenhas nesse período. Também não houve registro de atividade laboral, outra forma legal de redução da pena. Isso evidencia uma rotina que não contempla o abatimento do tempo da pena por meio das atividades previstas na Lei de Execução Penal.
Visitas, assistência religiosa e estrutura da cela onde Bolsonaro cumpre pena
Durante os primeiros dias na Papudinha, o ex-presidente recebeu visitas de familiares, incluindo Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, além de advogados. O documento também registra duas visitas religiosas realizadas pelo pastor Thiago Manzoni, deputado distrital. A cela ocupada é equivalente a outras do mesmo processo e acomoda até quatro pessoas, mas está sendo usada exclusivamente por Bolsonaro. As instalações contam com itens básicos como banheiro, cozinha e ventilação, adequações feitas em 2020 para garantir condições mínimas.
Pressões por prisão domiciliar e acompanhamento da saúde na Papudinha
Aliados do ex-presidente têm solicitado que ele cumpra a pena em prisão domiciliar alegando problemas de saúde. No entanto, o relatório da Polícia Militar indica que Bolsonaro recebe atendimento médico contínuo e sua rotina está ajustada às condições determinadas pela Justiça. A manutenção da fisioterapia e o cuidado médico frequente demonstram que a unidade prisional está cumprindo as orientações judiciais para garantir o bem-estar do ex-presidente durante a custódia.





