Defesa do ex-presidente pede autorização para visitas de parlamentares e ex-servidores na Papuda
Defesa de Bolsonaro pede autorização ao STF para encontros com aliados políticos na Papuda para tratar de assuntos pessoais.
Bolsonaro solicita encontros com aliados políticos enquanto está preso na Papuda
A defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (13.fev.2026), autorização para cinco visitas de aliados políticos ao ex-presidente, atualmente custodiado na Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Bolsonaro solicita encontros com deputados federais e ex-servidores do governo para manter diálogo direto, conforme os pedidos enviados ao ministro Alexandre de Moraes.
Entre os aliados que aguardam autorização para ingressar na unidade prisional estão Guilherme Muraro Derrite, deputado federal pelo PP-SP e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo; Marco Antônio Feliciano, deputado federal pelo PL-SP e líder evangélico; Beatriz Kicis Torrents de Sordi (Bia Kicis), deputada federal pelo PL-DF e ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara; Anderson Luis de Moraes, secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro; e José Vicente Santini, advogado e ex-secretário de governo na gestão Bolsonaro.
Justificativas para as visitas e o papel do ministro Alexandre de Moraes
Nos pedidos encaminhados, a defesa argumenta que a finalidade é permitir um “encontro pessoal específico” entre Bolsonaro e seus interlocutores, ressaltando que as datas seriam ajustadas conforme a necessidade de diálogo direto. Os documentos foram assinados pelos advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser e anexados aos autos da Execução Penal nº 169/DF.
A decisão final sobre a liberação das visitas é do ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos contra Bolsonaro no STF. O magistrado tem mantido um controle rigoroso sobre o fluxo de visitas para evitar articulações políticas externas ou troca de informações que possam prejudicar as investigações conduzidas pela Polícia Federal. Visitas de autoridades e parlamentares a presos sob jurisdição do Supremo não são automáticas e dependem de avaliação individualizada da conveniência da medida.
Histórico de decisões do STF sobre visitas a presos políticos
Em análises anteriores, o ministro Moraes já indeferiu pedidos similares quando identificou riscos de prejuízo à instrução processual ou quando as justificativas apresentadas não foram consideradas suficientes. Esse rigor visa preservar a integridade das diligências em curso, impedindo o uso do sistema prisional para comunicação política externa ou articulações que possam comprometer investigações.
Direitos dos presos e considerações da defesa sobre visitas
Enquanto aguardam a decisão, os advogados de Bolsonaro reforçam que o contato com aliados é um direito fundamental, necessário para tratar de assuntos de interesse direto e pessoal do ex-presidente. Eles defendem que os encontros são essenciais para assegurar a ampla defesa e o exercício pleno dos direitos do custodiado, especialmente diante das complexidades do processo judicial.
Impactos políticos e repercussão das solicitações
O pedido de visitas ocorre em meio a uma conjuntura política delicada, com Bolsonaro cumprindo pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. A possibilidade de encontros com parlamentares e ex-servidores próximos pode influenciar articulações políticas e posicionamentos dentro do cenário nacional. A análise do ministro Moraes será crucial para definir os limites do contato entre o ex-presidente e seus aliados durante o cumprimento da pena.
Aguardam-se as deliberações do STF para que se saiba se Bolsonaro terá autorização para esses encontros solicitados, que podem ter impacto no andamento dos processos e nas estratégias políticas relacionadas ao ex-presidente.





