Brasil diversifica produção de etanol com avanço do milho como matéria-prima

Pesquisadores da ESALQ indicam que cana-de-açúcar e milho podem atuar de forma complementar na cadeia produtiva

Brasil diversifica produção de etanol com avanço do milho como matéria-prima
Produção de etanol a partir do milho cresce como alternativa à cana-de-açúcar

A produção de etanol no Brasil passa por diversificação com o avanço do milho como matéria-prima. Segundo pesquisadores, as duas fontes podem atuar de forma complementar.

A produção de etanol no Brasil passa por um processo de diversificação com o avanço do milho como matéria-prima, ao lado da tradicional cadeia da cana-de-açúcar.

Segundo o Grupo de Apoio à Pesquisa e Extensão da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (GAPE ESALQ), as duas fontes apresentam características distintas de processamento, mas podem atuar de forma complementar na ampliação da oferta do biocombustível.

A utilização do milho como matéria-prima para produção de etanol representa uma nova rota de aproveitamento que se soma aos investimentos contínuos na cadeia de cana-de-açúcar. De acordo com estudos do GAPE ESALQ, o milho oferece possibilidades técnicas diferentes em relação ao processamento tradicional.

A iniciativa faz parte de um movimento de diversificação que busca ampliar a matriz produtiva de biocombustíveis no país. Com essa estratégia, a indústria de etanol visa aumentar sua capacidade de oferta e reduzir a dependência de uma única matéria-prima.

O potencial complementar entre cana-de-açúcar e milho na produção de etanol representa oportunidades para o setor, conforme avaliação dos pesquisadores da instituição. A cana continua como a principal fonte, mas a integração do milho no processo pode trazer benefícios operacionais e de escala para os produtores.