Governo Lula prioriza negociações bilaterais com Índia e Coreia do Sul em vez de pactos multilaterais liderados pelos Estados Unidos

O Brasil opta por política de universalidade e evita pacto dos EUA sobre minerais críticos, apostando em acordos bilaterais com Índia e Coreia do Sul.
Brasil prioriza negociações bilaterais em minerais críticos em fevereiro de 2026
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem adotado uma política de universalidade em relação aos minerais críticos, evitando aderir à aliança comercial liderada pelos Estados Unidos, lançada em Washington no dia 4 de fevereiro de 2026. Essa postura privilegia negociações bilaterais em vez de pactos multilaterais, como evidenciado pelas negociações com a Índia e a Coreia do Sul, que serão intensificadas durante as visitas do presidente Lula em meados de fevereiro. A decisão do Executivo reflete a busca por diversificação dos mercados e pela ampliação de parcerias estratégicas fora do bloco norte-americano.
Aliança dos EUA com Japão, México e União Europeia visa conter China
Na reunião realizada em Washington, cerca de 50 representantes de países estiveram presentes para lançar a aliança comercial sobre minerais críticos proposta pelo presidente Donald Trump. Entre os países que aderiram ao pacto estão Japão, México e a União Europeia, que buscam desenvolver políticas comerciais coordenadas para minimizar vulnerabilidades na cadeia global atualmente dominada pela China. O acordo com o México inclui um plano de ação para identificação, exploração e importação de minerais críticos a preços mínimos, visando evitar interrupções no abastecimento.
Política de universalidade do Brasil amplia opções comerciais
Fontes governamentais indicam que o Brasil mantém aberta a negociação do tema minerais críticos com diferentes países, sem se restringir a blocos específicos. Essa política de universalidade permite maior flexibilidade e evita limitações impostas por pactos multilaterais. Nesse contexto, o governo brasileiro optou por enviar um representante diplomático de baixo nível à reunião em Washington, demonstrando cautela e preferência pelo diálogo bilateral, especialmente com parceiros estratégicos na Ásia, como Índia e Coreia do Sul.
Visitas de Lula à Índia e Coreia do Sul visam fortalecer acordos
A expectativa é de que o presidente Lula assine um acordo sobre minerais críticos e terras raras com a Índia durante sua visita a Nova Delhi, marcada para 17 de fevereiro de 2026. Em seguida, o presidente seguirá para uma visita à Coreia do Sul, onde o foco também será a diversificação dos mercados brasileiros. Essas viagens sinalizam a aposta do governo brasileiro em fortalecer laços comerciais bilaterais e ampliar sua inserção no cenário internacional de minerais estratégicos.
Impactos geopolíticos e econômicos da estratégia brasileira
A decisão do Brasil de não integrar o bloco dos Estados Unidos sobre minerais críticos pode ter repercussões nas relações internacionais e na dinâmica do mercado global. Ao privilegiar acordos bilaterais, o país busca preservar autonomia nas negociações e evitar alinhamentos que possam restringir sua atuação. Essa estratégia também destaca a crescente importância dos minerais críticos na geopolítica global, com potências buscando assegurar o acesso a recursos estratégicos em um contexto de competição econômica e tecnológica.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Ricardo Stuckert/PR





