As exportações brasileiras de milho superaram em volume e faturamento diário as registradas em junho do ano anterior, apesar da queda nos preços médios do cereal

Brasil inicia junho de 2026 com exportação de milho diária superior à do mesmo mês em 2025, elevando faturamento apesar da queda nos preços.
Exportação de milho no Brasil em junho de 2026 supera volumes de 2025
As informações oficiais indicam que o Brasil iniciou o mês de junho de 2026 com uma exportação de milho superior em volume diário ao registrado no mesmo período de 2025. Nos quatro primeiros dias úteis, os embarques totais somaram 126.061,7 toneladas, alcançando 34% do volume exportado em todo o mês de junho do ano anterior. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, foi a fonte dos dados.
Impacto da queda dos preços médios na receita da exportação de milho
Apesar da redução de 7,4% no preço médio da tonelada exportada de milho — passando de US$ 252,30 em junho de 2025 para US$ 233,60 em junho de 2026 —, o aumento expressivo no volume médio exportado elevou o faturamento diário. O Brasil obteve US$ 29,451 milhões nos primeiros dias úteis de junho, contra US$ 93,247 milhões do mês anterior inteiro em 2025. A receita diária subiu 57,9%, de US$ 4,622 milhões para US$ 7,362 milhões, indicando resistência do setor mesmo com preços em queda.
Crescimento da média diária do volume embarcado e suas consequências econômicas
A média diária do volume embarcado cresceu 70,6%, saindo de 18.476,7 toneladas em junho de 2025 para 31.515,4 toneladas em junho de 2026. Esse aumento significativo demonstra a capacidade brasileira de ampliar seu mercado internacional mesmo em condições de preços menos favoráveis. O crescimento da exportação de milho impacta positivamente o agronegócio, fortalecendo a balança comercial e contribuindo para a geração de renda e emprego.
Influência das condições de mercado e clima nos preços do milho
Os preços futuros do milho na B3 recuaram quase 2% em correção após ganhos recentes, refletindo a volatilidade do mercado. Além disso, fatores como o clima continuam pressionando a cotação do cereal nas bolsas internacionais, como em Chicago, o que pode afetar os próximos movimentos dos preços e volumes exportados.
Perspectivas para a exportação brasileira de milho no segundo semestre de 2026
Com a colheita da safrinha avançando e Mato Grosso firme nas exportações, a expectativa é que o Brasil mantenha ou aumente sua participação no mercado global de milho. A capacidade de resposta do setor às variações de preços e clima será fundamental para sustentar o desempenho observado no início de junho de 2026.
Fonte: www.noticiasagricolas.com.br





