Brasileirão será exibido no Reino Unido e na Irlanda a partir de 2025

Primeiras transmissões do Brasileirão no Reino Unido confirmadas para a temporada de 2025

Brasileirão será exibido no Reino Unido e na Irlanda a partir de 2025
Partida do Campeonato Brasileiro; transmissões ao vivo previstas para o Reino Unido e Irlanda em 2025

Acordo garante duas transmissões por rodada do Campeonato Brasileiro no Reino Unido e na Irlanda em 2025; 19 clubes aderiram e Flamengo optou por não participar.

O Brasileirão no Reino Unido vai passar a ter transmissões regulares a partir da temporada de 2025. O acordo prevê duas partidas ao vivo por rodada e se estende também ao ano de 2026, em uma iniciativa dos blocos comerciais que negociam os direitos do campeonato.

A comercialização foi conduzida por uma empresa especializada em direitos esportivos, que articulou o pacote com os grupos representativos dos clubes. Em razão de decisões financeiras internas, um dos grandes times optou por não integrar o acordo para suas partidas em casa; os demais clubes do principal torneio nacional firmaram participação conjunta.

Antecedentes do acordo sobre direitos no Reino Unido

Nos últimos anos houve esforço coordenado para vender pacotes do Campeonato Brasileiro fora do País, a fim de diversificar receitas e posicionar a competição globalmente. A movimentação atual integra negociações feitas pelos blocos comerciais das ligas, que organizaram vendas regionais por lotes de partidas.

A operação recente concentra-se no mercado britânico e irlandês, onde gestores do campeonato consideram haver sinergia de público e programação. Termos técnicos envolvidos incluem “pacote de transmissão” (conjunto de partidas vendidas a um determinado comprador) e “mandante” (time que organiza a partida); esses conceitos orientaram as cláusulas de adesão dos clubes.

Detalhes do acordo e Brasileirão no Reino Unido

  • O contrato assegura duas transmissões ao vivo por rodada para o Reino Unido e a Irlanda, com vigência para as temporadas de 2025 e 2026.
  • A intermediação coube a uma empresa especializada em gestão de direitos esportivos, que negociou o pacote com compradores na Europa.
  • 19 clubes aderiram ao modelo conjunto de venda das transmissões como mandantes; um clube de grande porte decidiu não participar dos jogos em casa por critérios financeiros.
  • A iniciativa foi articulada pelos blocos comerciais responsáveis pela comercialização coletiva dos jogos do campeonato.

O pacote é visto pelos negociadores como a primeira etapa de uma estratégia de maior penetração internacional, com possibilidade de novas renegociações caso a audiência e a receita deem sinais positivos.

Expansão reforça visibilidade internacional

Impactos para clubes, torcedores e mercado nacional

  • Aumento de exposição internacional — clubes ganham alcance em mercados com audiência potencial; isso pode atrair patrocínios e parcerias. Afeta: departamentos comerciais dos clubes e investidores.
  • Fluxos de receita adicionais — vendas de direitos para o exterior tendem a complementar receitas domésticas, mas os valores finais dependerão de audiência e renegociações. Afeta: gestão financeira e orçamentos dos clubes.
  • Cobertura jornalística e merchandising — presença em novos canais pode ampliar licenciamento de produtos e reconhecimento de marcas. Afeta: áreas de marketing e torcedores expatriados.
  • Compatibilidade de calendário e direitos — transmissões internacionais exigem coordenação de horários e cláusulas contratuais que respeitem acordos já firmados em outros territórios. Afeta: departamentos jurídicos e parceiros de mídia.

O que acompanhar a partir de agora para o calendário e negociações

As próximas etapas incluem monitoramento de audiência nas primeiras rodadas exibidas nos novos mercados e avaliação do impacto sobre receitas dos clubes. Se os números confirmarem interesse consistente, as ligas podem buscar ampliar o pacote para outras regiões ou renegociar valores com compradores atuais.

Entre os sinais a observar estão relatórios de audiência por jogo, renovação de contratos de mídia em outros países, e eventuais adesões ou recuos de clubes em futuras vendas coletivas. Há também prazo contratual definido até 2026, que servirá como checkpoint para revisar a estratégia internacional.

A iniciativa se apoia em argumentos comerciais (acesso a novos públicos e diversificação de receita) e operacionais (fuso horário que facilita transmissão para o Brasil). Autoridades e especialistas do setor observam que o mercado britânico pode funcionar como vitrine para outras áreas, como América do Norte, África e Ásia, dependendo da recepção local.

Os blocos que negociaram o acordo consideram a operação um passo para consolidar bases de venda com potencial de valorização futura. Para os torcedores que vivem fora do Brasil, a medida tende a facilitar o acompanhamento das equipes e a estreitar laços com a competição.

Os clubes deverão acompanhar relatórios periódicos sobre a performance das transmissões e negociar cláusulas relativas a receitas de mídia, imagem e merchandising. A eventual expansão do acordo dependerá de avaliações técnicas e de mercado ao longo de 2025 e 2026.

Para parte da direção dos clubes, a internacionalização é vista como uma oportunidade institucional e de receita, enquanto para áreas comerciais representa um ativo a ser explorado com estratégias de mercado e parceiros locais. Em paralelo, as decisões de times que optaram por não aderir à venda coletiva podem ficar sujeitas a revisões futuras, conforme o comportamento financeiro das exibições no exterior.

O que acompanhar nos próximos meses: relatórios de audiência, possíveis ampliações de pacotes para outras regiões e negociações internas sobre repartição de receitas. Esses elementos serão determinantes para avaliar se a presença do Brasileirão no Reino Unido se traduzirá em efeitos duradouros sobre a competitividade e sustentabilidade financeira dos clubes.

A operação marca um movimento de internacionalização do torneio, com efeitos potenciais sobre visibilidade, receitas e estratégias comerciais. Nos próximos ciclos contratuais, a capacidade de transformar exposição em valor econômico e de manter equilíbrio com acordos domésticos será o principal desafio a ser acompanhado pelos gestores do futebol brasileiro.

EM ALTA

MAIS NOTÍCIAS!