Pesquisa revela apoio à energia renovável, mas rejeição a custos maiores na fatura elétrica em 2026

Brasileiros valorizam energia limpa, mas maioria não aceita pagar mais na conta de luz, segundo pesquisa feita em fevereiro de 2026.
A resistência dos brasileiros em pagar mais pela energia limpa
A pesquisa realizada entre os dias 5 e 9 de fevereiro de 2026 revelou que a energia limpa é considerada prioridade pela maioria dos brasileiros, com 93% valorizando sua ampliação. Entretanto, 78% dos entrevistados não estão dispostos a pagar mais na conta de luz para promover essa mudança. O dilema entre o apoio conceitual à energia renovável e a resistência ao aumento de custos reflete uma complexa relação entre valores ambientais e limitações econômicas do consumidor.
Percepção negativa da qualidade e custo do serviço elétrico atual
Mais de sete em cada dez brasileiros avaliam a conta de luz como alta ou muito alta em relação à qualidade do fornecimento. Essa insatisfação é agravada pela instabilidade frequente, já que 73% enfrentaram quedas de energia nos últimos três meses. A insatisfação com o serviço afeta diretamente a disposição do consumidor em aceitar reajustes para o financiamento da transição energética.
Impactos sociais e regionais da qualidade do fornecimento
Os moradores das periferias das regiões metropolitanas são os mais afetados, com 85% relatando interrupções no fornecimento recentemente, seguidos por moradores de capitais e interior. Famílias com renda de até um salário mínimo são as mais prejudicadas, com 80% enfrentando quedas de energia. A longa espera para o restabelecimento, que ultrapassa uma hora para a maioria, evidencia desigualdades no acesso e qualidade do serviço elétrico.
Diferenças no apoio à energia limpa conforme renda e região
O apoio mais forte à geração de energia renovável está entre pessoas com renda superior a cinco salários mínimos, onde 71% consideram essa geração muito importante. Já entre os de menor renda, o índice cai para 45%. Regionalmente, o Sudeste destaca-se pelo maior reconhecimento da importância da energia limpa, superando Sul e Nordeste, indicando que fatores econômicos e culturais influenciam essa percepção.
Desafios para a transição energética no Brasil contemporâneo
Segundo a diretora da Ipsos-Ipec, Márcia Cavallari, a má qualidade do fornecimento e o orçamento apertado das famílias são obstáculos significativos para a aceitação de aumentos tarifários. Além disso, a falta de transparência sobre a aplicação dos recursos limita o apoio popular à transição. O desafio está em promover uma transição energética justa e eficiente, que considere as condições socioeconômicas e melhore a qualidade do serviço para conquistar a adesão da população.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





