Saques líquidos na caderneta de poupança registram recuo em relação a anos anteriores, segundo dados do Banco Central

Em fevereiro de 2026, os brasileiros efetuaram saques líquidos de R$ 6,6 bilhões na poupança, conforme dados do Banco Central.
A dinâmica dos saques na poupança em fevereiro de 2026
Os saques na poupança somaram R$ 333 bilhões em fevereiro, enquanto os depósitos totalizaram R$ 326 bilhões, resultando em uma saída líquida de R$ 6,6 bilhões. Segundo o Banco Central, este movimento representa uma desaceleração dos saques em relação a anos anteriores, indicando uma mudança no comportamento financeiro dos brasileiros.
Histórico recente da poupança e impacto econômico
Em 2025, o saldo líquido anual da poupança foi negativo em R$ 15,5 bilhões, com saques somando R$ 4,21 trilhões contra depósitos de R$ 4,17 trilhões. Este foi o melhor resultado dos últimos quatro anos, considerando que em 2023 as retiradas líquidas alcançaram R$ 87,8 bilhões, uma das maiores da série histórica iniciada em 1995. A variação mensal demonstra como os brasileiros têm ajustado suas reservas financeiras diante das condições econômicas.
Influência do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)
O SBPE também apresentou déficit em fevereiro, com saída líquida de R$ 4 bilhões, enquanto a poupança rural registrou um déficit de R$ 2,5 bilhões. Esses indicadores refletem pressões sobre diferentes segmentos da poupança, indicando desafios para agentes financeiros e poupadores.
Análise da variação mensal dos saldos na poupança durante 2025
Durante o ano de 2025, a poupança registrou saídas líquidas em diversos meses, entre eles janeiro (R$ 26,2 bilhões), março (R$ 11,5 bilhões) e setembro (R$ 15 bilhões). Em contrapartida, meses como maio, junho e dezembro apresentaram entradas líquidas, destacando a oscilação na confiança e necessidade dos poupadores ao longo do ano.
Perspectivas para a poupança em 2026
O início de 2026 apresenta uma continuidade na tendência de saques, porém em ritmo menor comparado ao ano anterior, com R$ 23 bilhões retirados em janeiro e R$ 6,6 bilhões em fevereiro. Este cenário poderá refletir ajustes na economia doméstica, políticas monetárias e comportamento dos consumidores em relação à reserva financeira na poupança.
O acompanhamento detalhado dos saques na poupança e seus impactos econômicos permanece essencial para compreender as decisões financeiras dos brasileiros e os efeitos nos mercados financeiros nacionais.
Fonte: www.metropoles.com





