BRDE abre inscrições para projetos com leis de incentivo fiscal em 2026

Banco Regional amplia seleção com nova categoria de reciclagem e prazo até 31 de agosto para entidades dos três estados do Sul

BRDE abre inscrições para projetos com leis de incentivo fiscal em 2026
Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul seleciona projetos para apoio financeiro em 2026

BRDE publica edital para seleção de projetos nas áreas cultural, social, esportiva, saúde e reciclagem. Inscrições vão até 31 de agosto pelo Portal de Incentivos.

O edital 2026 do BRDE amplia oportunidades para entidades de desenvolvimento socioambiental

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) publicou na terça-feira (16) seu edital de seleção para projetos que receberão apoio por meio das leis federais de incentivo fiscal em 2026. A iniciativa consolida o compromisso da instituição como agente de transformação social nos três estados do Sul, expandindo as possibilidades de financiamento com a inclusão de uma nova categoria temática.

Entidades localizadas no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com projetos já aprovados para captação podem participar. O escopo abrange iniciativas nas áreas cultural, social, esportiva e de saúde, com acréscimo inédito de projetos voltados à reciclagem. Essa expansão reflete a evolução das demandas regionais e o alinhamento com agendas de sustentabilidade ambiental.

Cronograma e modalidades de participação

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo Portal de Incentivos do BRDE, com encerramento marcado para 31 de agosto. As propostas submetidas serão submetidas a avaliação técnica rigorosa, considerando critérios como alcance do impacto social, abrangência territorial, coerência com diretrizes institucionais e potencial de transformação nas comunidades beneficiárias.

Os projetos selecionados terão seus recursos liberados até a última semana de dezembro, permitindo execução ainda no mesmo exercício financeiro. O edital contempla propostas aprovadas em diferentes mecanismos federais, entre eles a Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei do Audiovisual, Lei de Incentivo ao Esporte, Fundo da Infância e Adolescência, fundos para pessoa idosa, Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e demais instrumentos vinculados a políticas setoriais.

Histórico de investimentos e resultados mensuráveis

Desde seu lançamento, a política de responsabilidade socioambiental do BRDE ultrapassou a marca de R$ 50 milhões em repasses acumulados. O exercício de 2025 representou recorde institucional: foram destinados R$ 9,37 milhões a 199 projetos distintos, volume que evidencia crescimento de 72% comparado ao ano anterior. Esse desempenho demonstra expansão tanto quantitativa quanto qualitativa da atuação.

A trajetória ascendente indica reconhecimento crescente das entidades beneficiárias quanto à relevância dessa modalidade de apoio e capacidade operacional do banco em processar demandas complexas. O aumento também reflete maior adesão de organizações sociais aos mecanismos de incentivo disponíveis e melhor estruturação de projetos elegíveis.

Posicionamento institucional e objetivos estratégicos

Segundo Renê Garcia Junior, diretor-presidente do BRDE, o apoio via leis de incentivo representa extensão natural da missão institucional. “O BRDE financia investimentos produtivos, mas também assume compromisso com iniciativas que transformam diretamente a vida das pessoas. Projetos culturais, sociais, esportivos e de saúde fortalecem comunidades, criam oportunidades e ajudam a reduzir desigualdades nos estados em que atuamos”, enfatiza.

A destinação de recursos incentivados permite que parcela dos tributos federais permaneça nas regiões de origem, alimentando ciclos de desenvolvimento local. Esse mecanismo otimiza a conversão de responsabilidade fiscal em ganhos concretos de desenvolvimento humano, segundo a visão institucional exposta pela liderança do banco.

Efetividade operacional e critérios de seleção

Garcia Junior destaca que a priorização de entidades sérias com projetos aprovados e comprovada capacidade de execução garante impacto mensurável e sustentável. “É uma forma eficiente de converter responsabilidade fiscal em desenvolvimento humano. Quando apoiamos uma entidade séria, com projeto aprovado e capacidade de execução, estamos contribuindo para que políticas públicas cheguem mais longe e beneficiem quem mais precisa”, complementa o executivo.

Este posicionamento reflete entendimento de que a qualidade dos projetos selecionados condiciona resultados efetivos. Portanto, a avaliação técnica rigorosa serve não apenas para cumprir conformidade administrativa, mas para assegurar que recursos públicos incentivados gerem transformações reais nas comunidades alvo. A inclusão de reciclagem como categoria nova em 2026 sintoniza a instituição com demandas contemporâneas de economia circular e responsabilidade ambiental.