Imagens revelam atuação dos brigadistas e desafios enfrentados durante fogo no subsolo do Shopping Tijuca, no Rio de Janeiro

Brigadistas atuaram com rapidez e riscos no incêndio do subsolo do Shopping Tijuca, RJ, mostrando desafios e lacunas no combate às chamas.
Ação de brigadistas no incêndio do Shopping Tijuca detalhada em imagens
Brigadistas combatem incêndio no subsolo do Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em 2 de janeiro, conforme mostram gravações do sistema de monitoramento do centro comercial. As imagens exibem o esforço da equipe de brigadistas e seguranças na tentativa de conter as chamas, assim como a movimentação de clientes antes da evacuação mais intensa.
A brigadista Emellyn Silvia Aguiar Menezes, de 26 anos, aparece nos vídeos colocando equipamentos de proteção respiratória e descendo ao subsolo para enfrentar o fogo, acompanhada por colegas. Paralelamente, o chefe da segurança, Anderson Aguiar, de 43 anos, é visto levando mangueiras e outros equipamentos para tentar controlar o incêndio, mesmo com a presença de pessoas circulando pelo local.
Sequência dos eventos e resposta inicial das equipes
O incêndio teve início em uma loja do subsolo, onde o botão de emergência foi acionado às 18h04. A brigadista inicia o preparo para o combate às 18h09 e desce ao local do fogo às 18h14. Enquanto isso, o chefe da segurança começa o combate com mangueiras, tentando conter a propagação das chamas.
Nos primeiros minutos, a evacuação do público foi pontual e orientada isoladamente por alguns seguranças. Somente cerca de 11 minutos após o sinal de alerta a retirada das pessoas se intensificou, com fechamento gradual das lojas e liberação do corredor para a saída segura.
Impactos humanos e investigação sobre causa do incêndio
A tragédia resultou na morte da brigadista Emellyn e do chefe de segurança Anderson, além de ferimentos em outras três pessoas. A Polícia Civil realiza investigações para esclarecer as circunstâncias do incêndio, ouvindo responsáveis pela brigada, gerência do shopping e funcionários que participaram da contenção inicial.
Depoimentos indicam que o hidrante interno da loja onde o fogo começou estava sem água no momento do incidente, levantando questionamentos sobre a manutenção dos equipamentos de segurança.
Reabertura parcial e medidas preventivas recomendadas pelo Corpo de Bombeiros
O Shopping Tijuca reabriu ao público em 16 de janeiro, mas o subsolo e parte do primeiro piso continuam interditados por determinação da Defesa Civil. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) realizou levantamento sobre a regularização dos shoppings no estado, determinando vistorias técnicas para garantir condições adequadas de segurança contra incêndios e pânico.
Os empreendimentos devem possuir Certificado de Aprovação comprovando o cumprimento das normas previstas nos projetos de segurança, e sua manutenção é responsabilidade dos proprietários, especialmente após alterações estruturais ou de layout.
Importância da capacitação e manutenção das brigadas de incêndio para segurança coletiva
O episódio no Shopping Tijuca evidencia a importância da rápida atuação e preparo dos brigadistas para o combate inicial a incêndios, reduzindo danos e potencialmente salvando vidas. Também evidencia a necessidade da manutenção rigorosa de equipamentos e instalações de segurança, como hidrantes e sistemas de alarme.
Além disso, destaca-se a relevância do treinamento constante e da estruturação eficiente das equipes de segurança para a evacuação coordenada do público, minimizando riscos durante emergências.
As autoridades continuam acompanhando o caso, reforçando a importância da prevenção e fiscalização em espaços comerciais para evitar novas tragédias similares.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
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