Queda nas cotações do cacau reflete rumores de aumento na produção da Costa do Marfim para a safra 2025/26

O cacau recua no mercado global diante da expectativa de maior produção africana, com rumores de revisão para cima na Costa do Marfim.
Contexto da queda nas cotações do cacau e impacto no mercado internacional
O cacau recua no mercado global em 17 de fevereiro de 2026, após semanas consecutivas de valorização que elevaram os preços para além de US$ 4.500 por tonelada. Esse movimento de correção é resultado de uma nova percepção de risco na oferta global, principalmente em função de rumores sobre a possibilidade de maior produção na África Ocidental. A Costa do Marfim, principal produtor mundial, é o foco central dessa expectativa, o que influencia diretamente as decisões dos agentes no mercado.
Rumores sobre a produção da Costa do Marfim para a safra 2025/26
As informações que ganharam força indicam que a Costa do Marfim poderá revisar para cima sua projeção de produção, passando para aproximadamente 2,2 milhões de toneladas, superior à estimativa anterior que variava entre 1,8 milhão e 1,9 milhão. Tal ajuste estaria sustentado por condições climáticas mais favoráveis, que ampliariam o potencial produtivo da safra. Esse cenário cria uma nova dinâmica no mercado de cacau, afetando o cenário de oferta prevista e, consequentemente, as cotações internacionais.
Reação técnica do mercado e realização de lucros pelos investidores
O movimento de queda próximo a 6% nos contratos de cacau na última segunda-feira foi interpretado como uma realização técnica, onde os investidores buscam consolidar ganhos após três semanas consecutivas de alta. A combinação entre maior oferta esperada e a liquidação de posições no mercado levou os preços para abaixo do patamar psicológico de US$ 4.000 por tonelada. Esse ajuste aponta para uma maior sensibilidade do mercado às notícias sobre a oferta, especialmente em um período recente de forte valorização.
Influência das condições climáticas na África Ocidental sobre os preços do cacau
Apesar do recuo nas cotações, o mercado continua bastante atento às condições climáticas nas regiões produtoras da África Ocidental. Eventos climáticos adversos ou favoráveis podem alterar significativamente as expectativas da produção e, por consequência, o comportamento dos preços. A interação entre esses fatores climáticos e as projeções de oferta cria um ambiente volátil que exige monitoramento constante pelos agentes do setor.
Perspectivas para o mercado de cacau diante da nova oferta africana esperada
A perspectiva de aumento na produção africana reduz o prêmio de risco que vinha sustentando as altas recentes, o que pode levar a uma maior estabilidade dos preços no curto prazo. No entanto, o mercado permanece dinâmico, com o potencial de novas movimentações conforme surgem dados concretos sobre a safra e mudanças climáticas. Os agentes seguem atentos, avaliando o equilíbrio entre oferta e demanda para tomar decisões estratégicas.
Fonte: www.agrolink.com.br







