Preenchimento do cadastro garante proteção e gestão eficiente nas Unidades de Conservação
O cadastro obrigatório nas Unidades de Conservação do Paraná é fundamental para a segurança dos visitantes e gestão dos parques, especialmente em áreas montanhosas como o Pico Paraná.
O cadastro obrigatório para visitantes das Unidades de Conservação (UCs) do Paraná tem se mostrado uma ferramenta crucial para garantir a segurança e o controle das pessoas que frequentam os parques estaduais, sobretudo em períodos de maior movimento, como o Verão Maior 2026. Esse procedimento ganhou destaque após um jovem de 20 anos ter ficado desaparecido por cinco dias no Parque Estadual Pico Paraná, fato que evidenciou a necessidade de respeitar as regras estabelecidas pelo Instituto Água e Terra (IAT).
Segurança reforçada com cadastro obrigatório nas UCs
O cadastro realizado presencialmente nas bases do IAT, localizadas nas entradas dos parques, exige que os visitantes forneçam dados pessoais, contatos de emergência e horário de início do passeio. Na saída, é necessário retornar para fechar a ficha, permitindo que os responsáveis monitorem o tempo médio das trilhas e identifiquem eventuais emergências rapidamente.
Jean Alex dos Santos, gerente de Áreas Protegidas do IAT, explica que este procedimento não apenas ajuda a localizar pessoas em situações de risco, mas também permite mensurar o número de visitantes para investir de forma adequada na manutenção e melhoria das unidades.
Procedimentos essenciais em parques montanhosos
Em parques como o Pico Paraná, que apresentam riscos maiores devido à topografia, o cadastro inclui orientações específicas e um termo de ciência de risco. Os visitantes precisam informar seu preparo físico, experiência em trilhas e os equipamentos que levam, como lanternas, apitos e pilhas.
Além disso, os funcionários do IAT fornecem recomendações importantes para o passeio:
Equipamentos adequados: Utilize vestimentas apropriadas para trilhas, leve água e alimentação suficiente.
Grupo mínimo: Recomenda-se a presença de pelo menos três pessoas para maior segurança.
Guias especializados: Contrate condutores ou acompanhe quem já conhece os trajetos para evitar acidentes.
Jean Alex ressalta que essas medidas aumentam a atenção dos visitantes durante o percurso, diminuindo as chances de incidentes.
Riscos de acessos não autorizados e punições
O IAT alerta que o acesso por entradas secundárias, especialmente em áreas proibidas como o trajeto pelo qual o jovem desaparecido conseguiu chegar a Antonina, é extremamente perigoso e coloca em risco tanto os visitantes quanto os socorristas. Essas áreas apresentam terreno íngreme, mata fechada e dificuldade de comunicação.
Multas aplicáveis: Segundo o decreto federal 6.514/2008, desrespeitar as regras das UCs pode acarretar multas entre R$ 500 a R$ 10 mil.
Sinalização e restrições: O órgão está investindo na melhoria da sinalização e no controle de acessos não autorizados para evitar acidentes.
Serviço e segurança para visitantes das UCs no Verão Maior 2026
Para garantir uma visita segura e organizada nas Unidades de Conservação durante o verão, atente-se às seguintes orientações:
Cadastro obrigatório: Faça o registro na entrada e saída do parque.
Informações corretas: Forneça dados pessoais e de contato de emergência completos.
Siga as orientações do IAT: Respeite as recomendações sobre equipamentos, grupo mínimo e trilhas permitidas.
Evite acessos proibidos: Utilize apenas as entradas oficiais e conhecidas.
Com essas medidas, o IAT assegura a proteção dos visitantes e a preservação dos parques, garantindo experiências seguras e agradáveis para todos durante a temporada.
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Fonte: Instituto Água e Terra (IAT)*





