Café arábica sobe forte em Nova York com suporte de produtores brasileiros

Petróleo também avança e atinge US$ 100, impulsionando commodities agrícolas

Café arábica sobe forte em Nova York com suporte de produtores brasileiros
Lavoura de café em produção

Contratos futuros de café arábica operam em alta na Bolsa de Nova York e recuperam perdas do pregão anterior, com suporte de produtores brasileiros que seguram vendas.

Os contratos futuros do café arábica voltaram a operar em forte alta na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira (9), recuperando rapidamente as perdas do pregão anterior.

O avanço das cotações conta com dois fatores principais. O primeiro deles é a postura de produtores brasileiros, que seguram suas vendas no mercado internacional, limitando a oferta. O segundo é a valorização do petróleo, que atingiu US$ 100 por barril.

Essa dinâmica de mercado reflete a interdependência entre commodities. Com o petróleo em patamar elevado, custos de produção e transporte aumentam, tornando a manutenção de preços firmes mais viável para os cafeicultores brasileiros.

O Brasil representa cerca de um terço da produção mundial de café arábica e é o maior exportador da commodity. A decisão de produtores locais em reter volumes à espera de melhores preços influencia diretamente as cotações internacionais.

A Bolsa de Nova York é o principal mercado de negociação de café arábica do mundo. Os contratos futuros ali negociados servem como referência de preço para operações globais da commodity.