Preços do café sobem forte nas bolsas internacionais diante de dúvidas sobre rendimento e qualidade da produção no Brasil

O café dispara nas bolsas internacionais em meio a preocupações com a oferta da safra brasileira, que enfrenta dúvidas sobre rendimento e qualidade.
Contexto do mercado e alta do café nas bolsas internacionais
O café dispara nas bolsas internacionais em 11 de fevereiro de 2026, refletindo a retomada das preocupações com a oferta da safra brasileira, principal referência mundial. O mercado acompanha atentamente o desempenho da produção, especialmente em Minas Gerais, onde a colheita ocorre em ritmo mais lento devido às chuvas no período. As incertezas sobre o volume disponível e a qualidade dos grãos influenciam diretamente a formação dos preços nas principais bolsas.
Impacto da safra mineira na cotação do café arábica
Minas Gerais, maior estado produtor, apresenta um rendimento considerado bom, mas sem resultados excepcionais, conforme análise da Gerência de Desenvolvimento Agrícola do Sistema FAEMG. O avanço da colheita ainda está no início, e o percentual de grãos de peneiras maiores está abaixo do observado na safra anterior, o que contribui para a volatilidade das cotações. Esses fatores explicam porque, mesmo com o progresso da colheita e a entrada do café novo no mercado, as quedas nos preços foram contidas.
Influência do clima nas regiões cafeeiras e perspectivas para a safra
O clima desempenha papel crucial nas expectativas do mercado. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê chuvas abaixo da média histórica nas principais regiões cafeeiras de Minas Gerais nas próximas semanas, favorecendo a colheita e a secagem dos grãos. Além disso, não há indicação de risco de geadas, condição positiva para a qualidade da produção. Essas previsões climatológicas são monitoradas de perto pelos investidores, que avaliam o impacto no volume e na qualidade da oferta futura.
Desempenho dos contratos futuros nas bolsas de Nova Iorque e Londres
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos futuros do café arábica fecharam em forte alta: julho/26 a 253,95 cents/lb (+555 pontos), setembro/26 a 250,25 cents/lb (+565 pontos) e dezembro/26 a 243,20 cents/lb (+595 pontos). Em Londres, o robusta também registrou ganhos significativos, com contratos de julho/26 a US$ 3.463 por tonelada (+109 pontos), setembro/26 a US$ 3.395 (+98 pontos) e novembro/26 a US$ 3.328 (+97 pontos). Esses movimentos refletem a cautela diante das dúvidas sobre a oferta brasileira.
Fatores que equilibram o mercado frente às incertezas da safra
Apesar da expectativa por maior oferta com o avanço da colheita, os investidores equilibram essa visão com as incertezas relacionadas ao rendimento médio e à qualidade da safra brasileira. A combinação desses elementos mantém o mercado volátil e atento, com os preços reagindo às atualizações sobre produção, clima e condições de beneficiamento dos grãos. O cenário evidencia a importância da safra brasileira para a estabilidade do mercado global do café.
Fonte: www.noticiasagricolas.com.br





