Mercado global acompanha ritmo lento da colheita brasileira e efeitos das chuvas na safra de café

O café nas bolsas internacionais mostra alta no robusta e pressão no arábica, influenciado pelo ritmo lento da colheita brasileira e chuvas.
Café nas bolsas fecha semana com desempenho divergente entre arábica e robusta
O café nas bolsas internacionais terminou a sexta-feira, 22 de fevereiro de 2026, com movimentos mistos, evidenciando pressões sobre o arábica e valorização do robusta. O contexto é marcado pela lentidão da colheita no Brasil, que atingiu aproximadamente 9%, e pelas chuvas que afetam as áreas produtoras, impactando diretamente a qualidade e o ritmo da safra.
Desempenho do arábica na Bolsa de Nova Iorque e fatores de pressão
Na Bolsa de Nova Iorque, o café arábica registrou quedas moderadas. O contrato julho/26 caiu 105 pontos, negociado a 272,35 cents por libra-peso (cents/lbp). Os contratos de setembro/26 e dezembro/26 também recuaram, fechando a 264,80 e 256,95 cents/lbp, respectivamente. Essas perdas refletem preocupações com a continuidade das chuvas em regiões produtoras, que elevam a umidade dos grãos e podem comprometer a secagem, além de aumentar os custos operacionais no campo. A Safras & Mercado destaca que o ritmo lento da colheita brasileiro contribui para a volatilidade observada no mercado.
Robustas avançam na Bolsa de Londres impulsionadas pela oferta e demanda
Ao contrário do arábica, o café robusta apresentou valorização na Bolsa de Londres. O contrato julho/26 subiu 57 pontos, fechando a US$ 3.456 por tonelada. Os vencimentos setembro/26 e novembro/26 também tiveram alta, negociando a US$ 3.310 e US$ 3.235 por tonelada, respectivamente. Esses ganhos são atribuídos à preocupação com a oferta global restrita e a demanda sólida pelo produto brasileiro no mercado internacional. O Brasil permanece como um dos principais fornecedores globais de robusta, especialmente diante das oscilações na produção asiática, que afetam a oferta e os preços.
Impactos das condições climáticas e do ritmo da colheita na qualidade do café
As precipitações nas regiões produtoras de café, sobretudo nas áreas de arábica, continuam no radar dos operadores e produtores. O excesso de umidade durante a colheita pode dificultar a secagem adequada dos grãos, comprometendo a qualidade final do produto e elevando os custos de produção. O atraso no avanço da safra brasileiro reforça a cautela entre os produtores, que monitoram atentamente as condições climáticas para definir o momento ideal de comercialização.
Mercado físico brasileiro segue com negociações pontuais e prudência dos produtores
No mercado físico do Brasil, as vendas de café acontecem de forma pontual. Muitos produtores mantêm uma postura cautelosa diante da volatilidade das bolsas internacionais, oscilações do dólar e a evolução real da colheita. Essa prudência reflete a busca por melhores condições e preços, além do desejo de mitigar riscos diante das incertezas climáticas e econômicas. O cenário atual reforça a complexidade do mercado cafeeiro, que depende de múltiplos fatores para definir seu rumo.
Perspectivas e fatores que influenciam o mercado de café nas próximas semanas
O mercado do café nas bolsas continuará atento à evolução da colheita no Brasil e aos padrões climáticos que podem acelerar ou atrasar a produção. Além disso, a oferta mundial de robusta, impactada pelas condições na Ásia, e a demanda global pelo produto brasileiro serão decisivas para os preços futuros. A volatilidade deve permanecer alta, exigindo acompanhamento constante dos agentes envolvidos. A análise detalhada desses aspectos é fundamental para compreender as tendências do mercado cafeeiro em 2026.
Fonte: www.noticiasagricolas.com.br







