Governador de Goiás defende prisão domiciliar para ex-presidente por motivos de saúde e compara caso a Fernando Collor
Ronaldo Caiado afirma que, se eleito presidente, concederá anistia a Bolsonaro e presos do 8 de Janeiro e defende prisão domiciliar por motivos médicos.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), declarou em entrevista concedida em 21 de janeiro de 2026 que, se eleito presidente da República, concederá anistia a Jair Bolsonaro e aos presos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro.
Anistia para presos do 8 de janeiro
Caiado foi enfático ao afirmar que “todo mundo alforriado” caso assuma a presidência, incluindo Bolsonaro e os demais detidos relacionados aos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. A proposta aponta para uma mudança radical na política de punição a esses casos.
Prisão domiciliar por razões médicas
Além da anistia, o governador defendeu que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar devido a questões de saúde. Ele citou o caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que está em prisão domiciliar desde maio de 2025, para ilustrar a possibilidade de um tratamento diferenciado para ex-presidentes.
Caiado mencionou que o quadro de saúde de Bolsonaro, que inclui episódios de soluços persistentes, afeta seu psicológico e pode comprometer a sobrevivência do ex-presidente. Para ele, o regime domiciliar e o convívio familiar são fundamentais para que Bolsonaro supere esse momento delicado.
Debate sobre a transferência para a Papudinha
O ex-presidente foi transferido para a penitenciária Papudinha, conforme determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, após pedidos da defesa relacionados à saúde e bem-estar do detento. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por liderar a organização envolvida na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
Caiado sugeriu que outras alternativas além da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da penitenciária deveriam ser consideradas para evitar o agravamento do estado psicológico e físico do ex-presidente. Destacou que, na Papudinha, Bolsonaro tem acesso a fisioterapia e atendimento médico 24 horas, mas defende que as condições sejam ampliadas para preservar sua saúde.
Implicações políticas e sociais
A proposta de anistia e prisão domiciliar para Bolsonaro e os presos do 8 de janeiro traz à tona questões complexas sobre justiça, memória e política no Brasil. A possível concessão de anistia poderia gerar debates sobre impunidade e o papel do Estado em lidar com crises institucionais.
A comparação com o caso de Fernando Collor reforça a tradição de tratamentos diferenciados para ex-presidentes, contrapondo-se às demandas de responsabilização e rigor jurídico por parte da sociedade.
Contexto da entrevista
A entrevista de Ronaldo Caiado ocorreu em meio à campanha eleitoral para a presidência da República em 2026. Suas declarações refletem uma estratégia política que busca endereçar temas controversos e mobilizar setores específicos do eleitorado.
A posição de Caiado sobre a situação de Bolsonaro e dos presos do 8 de janeiro evidencia a polarização presente no cenário político brasileiro, além de apontar para possíveis rumos da administração pública em caso de sua vitória.





