Caiado critica STF por “fase procrastinatória” e pede investigação contra Moraes

Candidato à Presidência fez crítica durante entrevista coletiva em Aparecida de Goiânia

Caiado critica STF por "fase procrastinatória" e pede investigação contra Moraes
Caiado durante entrevista em Aparecida de Goiânia. Foto: Vinícius Silva/g1 Goiás

Ronaldo Caiado afirmou que o STF está em "fase procrastinatória" e defendeu abertura de investigação contra ministro Alexandre de Moraes.

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado criticou nesta terça-feira (15) o Supremo Tribunal Federal por estar em “fase procrastinatória” e pediu a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A declaração foi feita em entrevista coletiva em Aparecida de Goiânia.

Caiado fez o comentário ao analisar o andamento de uma votação de questão de ordem no STF que decide sobre a junção de processos a serem julgados no dia 23 de setembro. Segundo o candidato, essa votação preliminar adia a análise principal do caso.

“Tem que se aguardar essa decisão. Está uma votação ali de uma questão de ordem de fazer a junção dos processos para serem julgados no dia 23. Então, ainda está na fase procrastinatória”, declarou Caiado.

A fase procrastinatória é o termo utilizado para descrever momentos em que o andamento de um processo fica retido em discussões preliminares, pedidos de vista, recursos ou questões de ordem que adiam a análise do mérito. Na prática, significa atrasos no julgamento de matérias principais por conta de procedimentos que antecedem a votação sobre o fundo da questão.

A crítica de Caiado ao STF ocorre em um contexto de tensões políticas envolvendo a corte e o ministro Alexandre de Moraes. O candidato à Presidência tem reforçado suas posições críticas em relação ao funcionamento do tribunal durante sua campanha eleitoral, utilizando termos técnicos para descrever o que classifica como morosidade no julgamento de processos.

A próxima votação sobre a questão de ordem está prevista para o dia 23 de setembro, quando o STF deverá decidir sobre a junção dos processos para julgamento conjunto.