Calor recorde no Rio de Janeiro provoca praias lotadas e crise no transporte

Temperatura de 41°C na zona oeste acentua problemas em ônibus e mobiliza ações emergenciais

Calor recorde no Rio de Janeiro provoca praias lotadas e crise no transporte
Praias do Rio de Janeiro ficaram lotadas em meio ao calor recorde de 41°C. Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

O calor recorde no Rio de Janeiro atingiu 41,4°C, causando praias cheias e paralisação de ônibus, impactando moradores e trabalhadores.

Calor recorde no Rio de Janeiro atinge 41,4°C em Santa Cruz

O calor recorde no Rio de Janeiro foi registrado nesta segunda-feira (12), quando a temperatura atingiu 41,4°C na estação meteorológica de Santa Cruz, zona oeste da cidade. Esse valor superou o recorde do dia anterior e colocou o município em nível 3 de alerta de calor, indicando temperaturas entre 36°C e 40°C por mais de três dias consecutivos. O Instituto Nacional de Meteorologia também confirmou máximas acima de 40°C em outros pontos da capital, incluindo 40,8°C na Vila Militar e 41°C em Seropédica, na Baixada Fluminense.

Praias do Rio ficam lotadas em meio ao calor recorde no Rio

As praias de Copacabana, Arpoador e Ipanema registraram um aumento significativo na presença de banhistas, impulsionados pelo calor recorde no Rio. O movimento acima do usual para o período foi atribuído à permanência de turistas na cidade mesmo após o Réveillon. O Instituto Estadual do Ambiente liberou 20 praias para banho, fomentando o fluxo intenso de visitantes e moradores em busca de alívio das altas temperaturas.

Crise no transporte público agrava desconforto dos moradores da cidade

Em meio ao calor recorde no Rio, a população enfrentou dificuldades adicionais devido à paralisação de ônibus promovida por duas grandes empresas da cidade, Real Auto Ônibus e Vila Isabel, alegando falta de combustível. Com a maioria dos veículos fora de circulação, os pontos de ônibus ficaram superlotados, e passageiros buscaram sombra em postes e usaram guarda-chuvas para se proteger do sol intenso. A situação foi especialmente crítica em áreas com pouca arborização, como a Avenida Brasil, Tijuca e centro.

Impactos do calor recorde no Rio sobre a saúde e as condições de trabalho

O calor recorde no Rio acentuou problemas de saúde entre trabalhadores e usuários do transporte público. Relatos de queda de pressão e mal-estar foram frequentes, conforme relatos de passageiros que viajaram em ônibus lotados e sem refrigeração adequada. Entre os dias 1º e 11 de janeiro, mais de 1.500 atendimentos na rede estadual de saúde foram registrados devido a efeitos das altas temperaturas, evidenciando os riscos para a população.

Medidas emergenciais diante do calor recorde no Rio e perspectivas climáticas

Para mitigar os efeitos do calor recorde no Rio, o governo estadual anunciou a distribuição de água para trabalhadores e pessoas em situação de rua em pontos estratégicos da região metropolitana. A prefeitura também aplica descontos significativos nas verbas destinadas às empresas de ônibus que não mantêm sistemas de ar-condicionado em funcionamento. As previsões indicam possibilidade de chuva isolada em 13 de janeiro, com queda temporária nas temperaturas, seguida por nova elevação nos dias subsequentes.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Eduardo Anizelli/Folhapress