A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden) da Câmara dos Deputados agita o cenário político ao buscar explicações detalhadas sobre a atuação do embaixador Celso Amorim na formulação da política externa brasileira. A iniciativa, liderada pelo deputado federal Filipe Barros (PL-PR), presidente da comissão, será formalmente votada nesta quarta-feira.
Barros justifica o requerimento argumentando que Amorim, assessor especial da Presidência, exerce uma influência desproporcional, sendo o “chanceler de fato”, enquanto o ministro Mauro Vieira desempenharia um papel secundário, limitando-se a seguir orientações. Essa alegação centraliza o debate na suposta hierarquia e na condução da diplomacia brasileira.
O deputado Filipe Barros fundamenta suas acusações em episódios recentes, como a participação de Amorim nas eleições venezuelanas e suas manifestações sobre os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio. “As razões pelas quais capturou ideologicamente a nossa diplomacia”, questiona Barros, indicando uma preocupação com o alinhamento ideológico da política externa.
Além disso, o requerimento levanta suspeitas sobre a influência de Amorim nas eleições americanas, alegando que ele teria incentivado Lula a apoiar Kamala Harris, o que supostamente afastou o Brasil dos Estados Unidos, especialmente após a ascensão de Donald Trump. A possível influência em eventos externos adiciona uma camada de complexidade ao debate.
A votação do requerimento promete acirrar os ânimos no Congresso, com a oposição buscando detalhar o papel de Celso Amorim e a base governista defendendo a legitimidade de sua atuação na política externa. O desfecho da votação e os eventuais desdobramentos prometem gerar forte repercussão no cenário político nacional.
Fonte: http://www.metropoles.com