Caminhada contínua é mais benéfica do que número de passos

Estudo revela a importância da duração na prática de caminhada para a saúde.

Estudo aponta que a duração da caminhada é mais crucial do que a quantidade de passos dados ao longo do dia.

A recente pesquisa espanhola indica que a caminhada contínua é mais eficaz para a saúde do que o simples número de passos dados ao longo do dia. Ao avaliar dados de saúde de 33 mil pessoas, os pesquisadores descobriram que caminhar por períodos prolongados traz benefícios significativos, especialmente na prevenção de doenças cardiovasculares e câncer.

A importância da duração na caminhada

A análise, que abrangeu um período de oito anos, revelou que aqueles que realizavam caminhadas contínuas de mais de 15 minutos apresentavam taxas de mortalidade significativamente mais baixas. Apenas 0,84% dos participantes desse grupo faleceram, em contraste com 4,36% entre aqueles que caminhavam por menos de cinco minutos. Isso demonstra que a durabilidade da atividade física é um fator determinante para a longevidade.

Benefícios para a saúde cardiovascular

Os resultados mostraram um padrão semelhante em relação à incidência de doenças cardiovasculares. No grupo que realizava caminhadas curtas, 13,03% apresentaram problemas cardíacos, enquanto essa taxa caiu para 4,39% entre aqueles que caminhavam por mais tempo. A cardiologista Luciana Janot destaca que acumular cerca de 7 mil passos diários já é benéfico, mas quando parte dessa atividade consiste em caminhadas contínuas, os benefícios para o coração são potencializados.

A receita ideal para a atividade física

Janot enfatiza que a combinação de quantidade, regularidade e momentos de atividade contínua é essencial para um estilo de vida saudável. A intensidade da caminhada não precisa ser alta; manter um ritmo confortável e contínuo é suficiente para obter os resultados desejados. O estudo sugere que esses períodos mais longos de atividade física ajudam a melhorar a circulação sanguínea e a flexibilidade das artérias.

Considerações finais

A pesquisa conclui que a duração das caminhadas deve ser uma prioridade nas orientações de saúde pública. Segundo o médico Borja Del Pozo Cruz, autor principal do estudo, os guias de saúde devem considerar tanto a qualidade quanto a forma como os passos são acumulados. Além disso, uma ênfase no tempo de atividade pode ser mais compreensível para o público em geral, incentivando hábitos mais saudáveis de forma eficaz.