Deputado do PL inicia trajeto de 240 km até Brasília para protestar contra prisões e condenações envolvendo ex-presidente
Deputado do PL inicia caminhada de 240 km entre Paracatu e Brasília para protestar contra prisão de Bolsonaro, mas iniciativa é criticada por lideranças petistas.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou em 19 de janeiro de 2026 uma caminhada de 240 km de Paracatu (MG) até Brasília, com o propósito declarado de protestar contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e as ações do Supremo Tribunal Federal (STF). A “Caminhada de Nikolas Ferreira” tem como objetivo pressionar o ministro Alexandre de Moraes a revogar a prisão de Bolsonaro, além de buscar reacender a mobilização popular em torno do tema.
Reações e críticas da esquerda
A iniciativa de Nikolas Ferreira suscitou forte reação de políticos do Partido dos Trabalhadores (PT), que desqualificaram a caminhada como uma “encenação” e até uma “piada”. O deputado Rogério Correia (PT-MG) criticou duramente o parlamentar, chamando-o de “andarilho Fake News” e acusando a caminhada de servir como “cortina de fumaça para esconder crimes”. Em sua publicação na rede social X, Correia afirmou que Nikolas “inverte os fatos, fabrica versões e mente que nem sente”, acusando-o de alimentar uma “onda golpista” e promover o “neofascismo autoritário e antipovo”.
A vereadora Natasha Ferreira (PT-RS) ironizou a situação, ressaltando a disparidade entre a mobilização feita para defender Bolsonaro e a falta de engajamento para enfrentar problemas sociais como fome e desemprego. Para ela, a caminhada de 200 km é uma “performance para defender a impunidade”.
O vereador Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, classificou a ação como “piada” e “surto”, demonstrando ceticismo em relação à relevância do protesto.
Objetivos e justificativas de Nikolas Ferreira
Segundo Nikolas Ferreira, a caminhada tem caráter simbólico e pretende romper com a apatia da população diante das prisões que considera “injustas”. O deputado ressalta que tanto os eleitores quanto parte do Congresso Nacional estão indiferentes aos acontecimentos, o que o motivou a buscar uma reação mais ativa por meio do ato.
Durante o trajeto, Nikolas pretende trazer “luz” aos fatos relacionados às prisões e condenações que envolvem Bolsonaro e seus apoiadores. A ação também visa fortalecer a pressão política para reverter decisões judiciais consideradas pelo deputado como abusivas.
Apoio parlamentar e desdobramentos
Além do deputado Nikolas Ferreira, outros políticos do PL têm participado da caminhada, incluindo Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-vereador no Rio de Janeiro. A presença dessas lideranças reforça a dimensão política do protesto, que se configura como uma tentativa de manter a base bolsonarista mobilizada.
O episódio também intensifica o clima de polarização política no país, com críticas pesadas entre os partidos e tensões em torno das decisões judiciais do STF. A caminhada de Nikolas Ferreira destaca o uso de atos simbólicos como instrumentos de pressão política e a disputa de narrativas no contexto atual.
Contexto político e judicial
A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados decorre das investigações e processos relacionados aos eventos de 8 de janeiro de 2026, marcados por atos violentos e tentativas de desestabilização das instituições democráticas. O ministro Alexandre de Moraes, responsável por algumas dessas decisões, é alvo frequente de críticas por parte da base bolsonarista.
A mobilização liderada por Nikolas Ferreira representa, portanto, um capítulo a mais na disputa judicial e política que permeia o cenário brasileiro, evidenciando as linhas de conflito entre governo, Congresso, STF e diferentes forças políticas.
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Imagem ilustrativa da reação da esquerda à caminhada de Nikolas Ferreira.





