Campanha de Lula pressiona presidente a participar de debate na TV Globo

Integrantes do PT trabalham para convencer o candidato a comparecer ao evento de 1º de outubro, três dias antes da eleição.

Campanha de Lula pressiona presidente a participar de debate na TV Globo
Lula ainda não deu resposta definitiva sobre participação no debate. Foto: Trackings de Lula e Flávio indicam 2º turno indefinido — Foto: Fontes: Trackings de Lula e Flávio indicam 2º turno indefinido

Integrantes da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva trabalham para convencer o presidente a participar do debate da TV Globo em 1º de outubro.

Integrantes da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalham para convencê-lo a participar do debate presidencial da TV Globo, marcado para 1º de outubro, três dias antes da eleição.

Segundo a âncora Tainá Falcão, do Bastidores CNN desta quinta-feira (24), o presidente ainda não deu uma resposta definitiva sobre o assunto. “Interlocutores do presidente dizem que ele ainda não deu uma resposta definitiva e deve deixar essa decisão só para a última hora.”

Os defensores da participação de Lula no debate argumentam que o espaço seria valioso para confronto direto com Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com Tainá, a oportunidade permitiria ao presidente “mostrar” quem é seu principal adversário diante de uma grande audiência.

Além disso, entusiastas da participação consideram que o debate ofereceria espaço para Lula defender as ações do seu governo e disputar a interpretação do eleitor sobre temas que dominam a campanha, como custo de vida, segurança pública, economia e emprego.

Entre os principais entusiastas estão o presidente do PT, Edinho Silva, e o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, que estão ativamente tentando convencer o candidato a comparecer. A equipe petista chegou a reservar os dias 30 de setembro e 1º de outubro na agenda, embora a confirmação oficial ainda não tenha sido dada.

“A campanha foi avisada de que o púlpito de Lula ficará vazio se ele não for”, ressaltou Tainá.

A campanha petista intensificou o tom nas últimas semanas, apontando diretamente para as falhas do principal adversário. “A artilharia está muito maior nessa reta final, por óbvio, porque as pesquisas não indicam quem vai vencer essa eleição, há um empate técnico já há um tempo”, destacou a âncora.

No entanto, há uma ala da campanha que recomenda cautela. A analista de política Larissa Rodrigues observa que um dos temores é que Lula, conhecido por improvisar, possa cometer deslizes durante o debate. “Ele normalmente é bem ensinado, mas Lula às vezes acaba escorregando”, afirmou Larissa.

Ela lembrou que, em entrevista recente, Lula fez declarações sobre o ministro Alexandre de Moraes, que a campanha orientava que não fossem feitas. Além disso, outros candidatos presentes no evento, majoritariamente de direita e centro-direita, poderiam atacá-lo simultaneamente, enquanto Flávio Bolsonaro exploraria eventuais falhas do governo.

Do lado de Flávio Bolsonaro, a postura tem sido a mesma desde o início: se Lula não for ao debate, Flávio também não participará do evento.