Campanhas de Lula e Flávio indicam segundo turno indefinido nas pesquisas internas

Trackings eleitorais das duas campanhas apontam empate técnico no segundo turno e estancamento no primeiro turno.

Campanhas de Lula e Flávio indicam segundo turno indefinido nas pesquisas internas
O presidente Lula, à esquerda, e o senador Flávio Bolsonaro, à direita. Foto: Reprodução — Foto: O presidente Lula, à esquerda, e o senador Flávio Bolsonaro, à direita  • Reprodução

Fontes das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro indicam que pesquisas internas apontam segundo turno indefinido entre os candidatos.

Fontes das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informaram que os trackings eleitorais internos apontam que o pleito não será definido no primeiro turno e que o segundo turno apresenta cenário de empate técnico.

Os trackings são pesquisas diárias realizadas pelas campanhas para monitorar as intenções de voto e as tendências da disputa eleitoral. Segundo as fontes, cada campanha trabalha com números diferentes sobre o comportamento eleitoral.

No levantamento da campanha petista, o tracking aponta estancamento do crescimento de Flávio, liderança de Lula no primeiro turno e vantagem numérica para o petista no segundo turno. A avaliação sugere consolidação da base de Lula e dificuldade de Flávio em ampliar sua votação na primeira etapa.

Já na campanha do senador, os levantamentos internos indicam tendência de crescimento de Flávio no primeiro turno na reta final e uma ligeira vantagem sobre Lula no segundo turno, embora dentro da margem de erro. Esse cenário contrasta com a avaliação da campanha petista sobre o desempenho esperado de Flávio.

Ambos os comitês convergem na leitura de que deve haver um esvaziamento da “terceira via” durante a campanha. Essa convergência sugere que ambas as campanhas antecipam concentração de votos em torno dos dois principais candidatos ao longo do processo eleitoral.

Os dois times avaliam ainda que a disputa será decidida na última semana do segundo turno, indicando expectativa de movimentação tardia do eleitorado e alta volatilidade nas intenções de voto até o dia da votação.

Para ampliar a rejeição do adversário, ambas as campanhas apostam em utilizar, sobretudo, o rádio como principal veículo de comunicação. A escolha do rádio como ferramenta estratégica sugere foco em alcançar eleitores em horários de deslocamento e trabalho.