Câncer de pele no Paraná: segundo estado em diagnósticos

Análise sobre a alta incidência da doença e medidas preventivas

Paraná é o segundo estado com mais diagnósticos de câncer de pele no Brasil, com mais de nove mil novos casos em 2025.

O câncer de pele tornou-se uma preocupação crescente no Paraná, que ocupa a triste posição de ser o segundo estado brasileiro com mais diagnósticos da doença. Em 2025, foram registrados mais de nove mil novos casos de câncer de pele não melanoma, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Essa estatística alarmante reflete a exposição intensa à radiação ultravioleta, uma realidade comum para muitos paranaenses, especialmente aqueles que trabalham no setor agrícola.

A importância da prevenção

O agronegócio é uma das bases da economia paranaense, e com isso, a exposição ao sol é uma constante na rotina de muitos agricultores. Um exemplo notável é o caso de João Luiz Correia, um agricultor de Maringá, que enfrentou a doença em 1999. Desde então, ele e sua esposa, Clodete Mahnic, têm redobrado os cuidados ao se exporem ao sol. A dupla utiliza roupas com proteção ultravioleta, aplica protetor solar de longa duração e utiliza chapéus sempre que vão para o campo. Essa mudança de hábitos ilustra a importância da conscientização sobre os riscos do câncer de pele.

O impacto da radiação UV

As altas temperaturas e a forte radiação ultravioleta no Paraná, especialmente durante o verão, intensificam os riscos associados ao câncer de pele. Por isso, é fundamental que aqueles que trabalham ao ar livre adotem medidas preventivas rigorosas. João e Clodete, por exemplo, ajustaram seus horários de trabalho para evitar a exposição ao sol durante os períodos mais críticos do dia, quando os raios solares são mais intensos. Essa prática não apenas protege a saúde deles, mas serve como exemplo para outros agricultores da região.

Diagnóstico precoce: chave para a sobrevivência

A detecção precoce do câncer de pele é crucial para o sucesso do tratamento. Especialistas recomendam que qualquer pessoa que apresente sintomas, como mudanças na aparência de pintas ou surgimento de novas lesões na pele, busque orientação médica imediatamente. A abordagem precoce pode significar a diferença entre um tratamento simples e uma intervenção mais complexa.

Diante desse cenário preocupante, é evidente que a educação sobre os riscos do câncer de pele e a promoção de práticas de proteção devem ser prioridades. O Paraná, como segundo estado com mais diagnósticos, deve intensificar suas campanhas de conscientização para reduzir a incidência da doença e proteger a saúde de seus cidadãos.