Ex-governador Leonel Pavan classifica movimentação do PL como 'loucura' e aponta disputa interna no partido
Leonel Pavan, ex-governador de SC, critica candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado e denuncia disputa interna no PL pelo Estado.
O ex-governador de Santa Catarina e atual prefeito de Camboriú, Leonel Pavan (PSD), manifestou forte crítica à candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado pelo Estado. A movimentação política, segundo Pavan, representa uma “loucura” e trata Santa Catarina como um “balcão de negócios”.
Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), renunciou em dezembro de seu mandato de vereador na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para disputar o Senado em 2026. A candidatura do político do Rio gerou repercussão negativa entre líderes locais, como o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), e o prefeito de Pouso Redondo, Rafael Tambozi (PL).
Disputa interna no PL em Santa Catarina
A candidatura de Carlos Bolsonaro não conta com consenso no PL catarinense. O partido também articula a postulação das deputadas federais Carol de Toni e Júlia Zanatta para o Senado, gerando um cenário de competição interna.
Leonel Pavan, que exerceu mandato como senador entre 2003 e 2007 e governou o Estado de 2010 a 2011, ressalta que, apesar de discordar da estratégia do partido, reconhece o direito do PL de definir seus candidatos.
Críticas à polarização política
Além das questões partidárias, Pavan criticou a polarização política no Brasil, apontando que os extremos representam uma “ignorância enorme” e contribuem para a divisão dos brasileiros. Defende a construção de alianças políticas amplas, sem viés ideológico rígido, e mantém diálogo com líderes de diferentes espectros, citando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
Contexto familiar e político local
O prefeito de Camboriú tem vínculos familiares na política regional. Sua filha, Juliana Pavan, é prefeita de Balneário Camboriú, onde Jair Renan Bolsonaro (PL), irmão de Carlos Bolsonaro e natural do Rio de Janeiro, atua como vereador desde 2025.
Posicionamento de Carlos Bolsonaro
Ao deixar a Alerj, Carlos Bolsonaro afirmou que sua candidatura não é uma “fuga”, mas a continuação de uma “luta pela liberdade, pela família, pela soberania e por um Brasil que valorize seu povo e sua identidade”.
Este embate no PL e as críticas apontam para uma disputa acirrada na política catarinense para as eleições de 2026, envolvendo questões de identidade regional, alianças partidárias e estratégias eleitorais.





