Do campo à cidade: boutique aposta na moda country e western contemporânea

Instalada dentro do Alabama Ranch, West Alabama reúne peças exclusivas e consultoria para quem quer incorporar o estilo western a diferentes ocasiões Curitiba, agosto de 2026 – O universo country e western vem ultrapassando as fronteiras do campo e ganhando espaço na moda urbana, no entretenimento e no lifestyle. Botas, couro, franjas, chapéus, denim e outros elementos tradicionalmente associados ao universo rural passaram a aparecer combinados a produções mais sofisticadas e versáteis, em uma estética que também pode transitar entre o trabalho, eventos sociais e momentos de lazer. Séries como Yellowstone, por exemplo, ajudaram a popularizar uma leitura contemporânea do western, mostrando personagens que levam esse repertório de estilo do rancho para reuniões de negócios e grandes cidades.  É nesse contexto que a West Alabama, boutique independente instalada dentro do Alabama Ranch, em Santa Felicidade, aposta em uma proposta que vai além do visual country tradicional: levar a estética western para o cotidiano de quem vive na cidade, com peças escolhidas para serem usadas em diferentes ocasiões.  A ideia nasceu da própria experiência da sócia-proprietária Carla Casória que mantém uma relação próxima com o universo equestre. Competidora da modalidade de três tambores, ela também é proprietária de um centro de equitação e, ao longo da vida profissional, esteve à frente de uma construtora e da realização de eventos. A rotina entre compromissos profissionais, reuniões, eventos e o ambiente do rancho fez surgir a necessidade de encontrar uma moda capaz de fazer essa transição. “O que eu busquei foi exatamente isso: poder ter aquele link entre o campo e a cidade”, explica Carla. Na West Alabama, essa proposta aparece em uma curadoria enxuta e selecionada. Em vez de trabalhar com grandes volumes de uma mesma peça, a boutique prioriza modelos escolhidos individualmente, com poucas unidades e, em alguns casos, apenas uma peça disponível em determinado modelo, cor ou tamanho. A seleção inclui calças femininas e masculinas, camisas, vestidos, botas, casacos, jaquetas, chapéus e acessórios, além de peças de couro e camurça, como jaquetas com franjas, cintos, fivelas, lenços de seda e outros complementos. “Eu não vendo quantidade, vendo peças personalizadas”, afirma a sócia. A proposta também considera que o estilo country não precisa aparecer necessariamente em uma produção completa. Uma bota western pode ser combinada a uma roupa mais urbana; uma jaqueta de couro pode ganhar outra leitura com peças de alfaiataria; acessórios podem trazer referências do universo country para uma produção mais discreta. A ideia é justamente ampliar as possibilidades de uso e mostrar que a estética pode acompanhar diferentes momentos da vida. Esse olhar também se estende ao atendimento. Além do funcionamento regular da boutique, de quarta a domingo, acompanhando o horário do Alabama Ranch, a West Alabama oferece atendimento personalizado com horário marcado às segundas e terças-feiras. A consultoria parte da ocasião e do estilo que o cliente procura: pode ser a escolha de um look para um casamento com temática country, uma festa, uma formatura ou outro evento.  A chegada da boutique também acontece em um momento de maior visibilidade da estética country no Brasil, especialmente com a proximidade de eventos ligados ao universo sertanejo e de rodeios, como a Festa do Peão de Barretos. Para quem procura um visual para essas ocasiões, a proposta da West Alabama é oferecer alternativas que não fiquem restritas a um único evento, mas possam continuar fazendo parte do guarda-roupa.  Mais do que reproduzir um figurino country tradicional, a boutique aposta na possibilidade de interpretar o western de acordo com cada pessoa e cada ocasião. É a partir dessa mistura entre campo e cidade, tradição e contemporaneidade, que a West Alabama constrói sua identidade dentro do Alabama Ranch. Mais informações no perfil oficial no Instagram: @westalabama.country.

Work from Café: cafeterias ganham espaço como extensão do escritório dos brasileiros

Pesquisa aponta que quase 70% dos consumidores de café fora de casa consideram cafeterias bons locais para trabalho ou estudo; entre jovens de 16 a 24 anos, índice chega a 74% A consolidação do trabalho híbrido e a busca por maior flexibilidade na rotina estão mudando também a relação dos brasileiros com as cafeterias. Segundo levantamento da Mintel, quase 70% dos consumidores de café fora de casa consideram cafeterias, lanchonetes e docerias bons locais para reuniões de trabalho ou estudo. Entre jovens de 16 a 24 anos, o percentual chega a 74%. O comportamento ajuda a impulsionar o chamado Work from Café, movimento em que cafeterias passam a funcionar como uma alternativa à casa, ao escritório tradicional e aos espaços de coworking. Estudantes, freelancers, empreendedores e profissionais em trabalho remoto encontram nesses estabelecimentos um ambiente para realizar reuniões, responder e-mails, estudar ou desenvolver atividades profissionais enquanto consomem café e outros produtos. Para André Henning, cofundador da Go Coffee, as cafeterias estão deixando de ocupar apenas um papel complementar na rotina. “Nesse cenário, começamos a falar da cafeteria como um segundo espaço, e não mais apenas um terceiro. Ela passa a funcionar como uma extensão tanto da casa quanto do trabalho, acompanhando uma rotina em que as pessoas buscam mais flexibilidade para trabalhar, estudar e também viver outros momentos ao longo do dia”, afirma Henning. A infraestrutura também ganhou importância nesse novo cenário. Segundo a Mintel, o acesso gratuito à internet é considerado essencial por quase seis em cada dez consumidores de café fora de casa com idade entre 16 e 24 anos. A consultoria aponta ainda que Wi-Fi, tomadas, mesas adequadas e até ambientes separados para trabalho e socialização podem ampliar a atratividade das cafeterias para esse público. Na Go Coffee, esse comportamento já influencia a configuração de novos espaços. “Estamos acompanhando esse movimento com espaços mais completos, incluindo lojas maiores, áreas de reunião, salas fechadas com infraestrutura para apresentações e mesas compartilhadas adequadas ao trabalho. Ao mesmo tempo, preservamos a característica de cafeteria e pensamos o cardápio para acompanhar o cliente em diferentes momentos do dia”, explica Henning. A busca por locais alternativos para trabalhar não começou com as cafeterias. Dados do Censo Coworking Brasil mostram que, em 2019, antes da pandemia, o número de espaços de trabalho compartilhados no país havia crescido 25% em relação ao ano anterior. Naquele período, o levantamento identificou 1.497 espaços em 195 municípios brasileiros, enquanto 32% dos operadores planejavam ou já executavam expansões. O avanço dos coworkings ajudou a consolidar uma cultura profissional menos dependente do escritório convencional. Com o fortalecimento do modelo híbrido nos anos seguintes, outros estabelecimentos passaram a integrar essa dinâmica, entre eles as cafeterias. Para Henning, a tendência deve avançar à medida que trabalho e vida pessoal passam a ocupar ambientes mais diversos. “Existe uma busca por espaços que combinem produtividade e bem-estar. Trabalhar em uma cafeteria onde a pessoa já é conhecida, tem seu pedido habitual e encontra um lugar em que se sente confortável cria uma relação de pertencimento. Isso contribui para uma rotina mais fluida entre trabalho, lazer e outros compromissos”, diz. O comportamento também encontra respaldo nas prioridades das novas gerações no mercado de trabalho. A Gen Z & Millennial Survey 2026, da Deloitte, aponta que profissionais dessas gerações estão priorizando estabilidade, desenvolvimento de habilidades e bem-estar. A pesquisa também mostra uma preocupação com cargas de trabalho sustentáveis e com formas de crescimento profissional compatíveis com o equilíbrio entre vida pessoal e carreira. Cafeterias como “terceiro espaço” A transformação aproxima as cafeterias do conceito de “terceiro espaço”: ambientes que ocupam uma posição intermediária entre a casa e o trabalho e podem reunir convivência, atividades profissionais, estudo e momentos de pausa. No entanto, na avaliação de Henning, o avanço do Work from Café faz com que esses estabelecimentos assumam um papel cada vez mais central na rotina, aproximando-se da ideia de um “segundo espaço”. “As pessoas querem lugares onde possam trabalhar, socializar e viver outros momentos da rotina sem a rigidez de um ambiente convencional. As cafeterias passaram a ser um dos espaços onde essas interações acontecem. Se o trabalho ocupa uma parcela tão relevante do nosso dia, faz sentido buscar ambientes que também ofereçam conforto e bem-estar”, afirma. A evolução do próprio setor acompanha essa transformação. Pesquisa do Sebrae realizada com 170 proprietários de cafeterias em 12 estados brasileiros mostra um mercado que vai além do consumo tradicional da bebida, com diferentes métodos de preparo, alimentos, outras bebidas e profissionais especializados compondo a operação dos estabelecimentos. Para o empresário, acompanhar essas mudanças passa por adaptar a estrutura às novas ocasiões de consumo sem descaracterizar a cafeteria. “A proposta não é transformar a cafeteria em um escritório tradicional. O que estamos fazendo é incorporar estruturas que atendam a essa nova rotina sem perder a identidade do espaço. Áreas para reuniões, mesas compartilhadas, salas com infraestrutura e um cardápio para diferentes momentos do dia ajudam a atender um consumidor que hoje mistura trabalho, encontros, pausas e lazer com muito mais naturalidade”, conclui Henning.

Café ganha novo significado para Millennials e Geração Z em meio à rotina multitarefa

Estudos apontam que a bebida deixou de ser apenas fonte de energia e passou a marcar momentos de foco, pausa e conexão em uma rotina cada vez mais fragmentada O café ganhou um novo significado para Millennials e Geração Z. Em meio ao trabalho híbrido, aos estudos, ao uso intenso de tecnologia e à multiplicidade de tarefas, a bebida passou a funcionar como um ritual capaz de organizar a rotina e criar momentos de foco, pausa e socialização. A mudança acompanha tendências de comportamento do consumidor identificadas por pesquisas internacionais e já é percebida pelo mercado de cafeterias. De acordo com a pesquisa Gen Z & Millennial Survey 2026, da Deloitte, 74% dos profissionais da Geração Z e o mesmo percentual entre os Millennials já utilizam inteligência artificial em suas atividades de trabalho. Ao mesmo tempo, essas gerações apontam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, o bem-estar e a produtividade sustentável como prioridades diante de uma rotina marcada pela sobrecarga e pela necessidade constante de adaptação. Nesse contexto, o café deixou de representar apenas uma fonte de cafeína para assumir um papel simbólico na organização do dia. Expressões como “vou tomar um café antes de começar”, “pausa para o café” e “vamos conversar tomando um café” refletem pequenos rituais que ajudam a delimitar mentalmente diferentes momentos da rotina, oferecendo uma sensação de estabilidade em um cotidiano cada vez mais acelerado. As mudanças também são percebidas nas cafeterias. Dados da Mintel mostram que 70% dos brasileiros que consomem café fora de casa consideram esses estabelecimentos bons locais para trabalhar ou estudar. Entre consumidores de 16 a 24 anos, esse percentual sobe para 74%. Além disso, 25% dos jovens dessa faixa etária frequentam cafeterias regularmente para consumir café, enquanto quase 60% consideram o acesso ao Wi-Fi um fator essencial na escolha do local. Para André Henning, cofundador da Go Coffee, esse comportamento demonstra que o café passou a desempenhar um papel muito mais amplo na rotina das novas gerações. “Hoje, percebemos que o café representa muito mais do que energia. Para Millennials e Geração Z, ele se tornou um momento de transição entre tarefas, uma pausa consciente e também uma oportunidade de conexão. As cafeterias acompanham essa transformação ao oferecer ambientes que fazem parte da rotina das pessoas, seja para trabalhar, estudar ou encontrar amigos.” Os números reforçam a transformação das cafeterias em um “terceiro espaço”, conceito utilizado para definir ambientes que vão além da casa e do escritório. Com infraestrutura adequada para trabalho remoto, estudos, reuniões e encontros informais, esses estabelecimentos acompanham a crescente flexibilidade das jornadas profissionais e acadêmicas. “O consumidor de hoje procura praticidade, mas também ambientes onde consiga manter a produtividade e, ao mesmo tempo, fazer pequenas pausas durante o dia. A cafeteria passou a atender a essa necessidade ao reunir conveniência, conforto e uma experiência que acompanha a dinâmica da rotina moderna. Mais do que vender café, percebemos que fazemos parte desses momentos que ajudam as pessoas a organizar o dia”, avalia o empresário. O comportamento acompanha uma tendência identificada em um estudo internacional da Deloitte com sete mil consumidores de café em 13 países, incluindo o Brasil. A pesquisa conclui que fatores como mudanças no estilo de vida, busca por conveniência, novos hábitos de consumo e interesse por experiências estão remodelando o mercado global de café, impulsionando novos formatos de consumo e a evolução das cafeterias como espaços multifuncionais.