Medida visa proteger a liberdade de crença e punir mais severamente crimes religiosos.

A CCJ aprova projeto que aumenta a pena pelo crime de ultraje a culto, visando proteger a liberdade religiosa.
Aumento na Pena pelo Crime de Ultraje a Culto
A aprovação do projeto de lei pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados marca um importante avanço na proteção das liberdades religiosas no Brasil. O projeto, que altera o Código Penal, transforma a pena atual de detenção de um mês a um ano em reclusão de dois a quatro anos, além de multa. Essa mudança reflete uma preocupação crescente com a segurança das práticas religiosas e a proteção contra atos de intolerância.
A Necessidade da Mudança
O relator do projeto, deputado Pr. Marco Feliciano, argumenta que as penas atualmente em vigor são excessivamente brandas para os crimes de ultraje a cultos, que podem causar danos significativos às comunidades religiosas. A intenção é não apenas punir os infratores, mas também prevenir futuros atos de violência e intolerância, assegurando que a liberdade de crença seja respeitada.
Detalhes da Proposta
O texto aprovado ainda prevê que, se houver emprego de violência durante o crime, a pena será aumentada em dois terços, além da punição correspondente à própria violência praticada. Isso demonstra um esforço para desestimular a prática de crimes que envolvam a degradação de símbolos e rituais religiosos, destacando a importância da proteção legal em tempos de crescente intolerância.
Implicações para a Liberdade Religiosa
A proposta também traz uma alteração na Lei 7.716/89, que define os crimes de preconceito. A nova redação garante que manifestações de crença, sermões e pregações não serão consideradas crimes, mesmo se realizadas em eventos litúrgicos ou transmitidas pela internet. Essa mudança é vista como uma forma de assegurar a liberdade de consciência e crença, conforme estabelece a Constituição Brasileira.
Votação e Próximos Passos
Com 41 votos a favor e 15 contra, o parecer do relator foi aprovado na CCJ. Um destaque que visava retirar a mudança na Lei 7.716/89 foi rejeitado. Agora, a proposta segue para análise do Plenário, onde precisará ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado para se tornar lei. A expectativa é que essa nova legislação traga maior segurança e respeito às práticas religiosas no Brasil.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Câmara dos Deputados





