O Natal é celebrado, mas os desafios permanecem intensos.

As celebrações de Natal voltaram a Belém, mas a realidade dos palestinos continua difícil devido à ocupação.
As celebrações de Natal em Belém, o local de nascimento de Jesus, retornaram em 2025 após um hiato de dois anos. Contudo, a festividade não se desassocia da realidade dolorosa vivida pelos palestinos sob ocupação israelense na Cisjordânia. Em um ambiente de celebração, a alegria continua ofuscada por um histórico de violência e deslocamento.
O contexto das celebrações
Neste dia 25 de dezembro, uma missa matinal foi realizada na Igreja da Natividade, enquanto multidões de palestinos e turistas estrangeiros se reuniam na Praça da Manjedoura. Era a primeira vez que as festividades eram realizadas desde que foram suspensas em solidariedade aos palestinos que enfrentaram a guerra em Gaza. O político palestino Mustafa Barghouti expressou a frustração de muitos ao afirmar que a Cisjordânia está “completamente sitiada”, com postos de controle militar israelenses dificultando o acesso e a mobilidade da população.
Desafios enfrentados
O ano de 2025 trouxe um aumento alarmante no número de palestinos deslocados, com mais de 30 mil forçados a deixar suas casas. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) descreveu a situação como “a mais longa e maior crise de deslocamento na Cisjordânia desde 1967”. As operações militares israelenses na região têm sido intensificadas, resultando em demolições de casas e um crescimento sem precedentes dos assentamentos judaicos, o que tem gerado uma situação de desespero entre os palestinos.
A escalada da violência
Em 2025, as forças israelenses mataram pelo menos 233 palestinos, incluindo 52 crianças, em um contexto de operações militares em larga escala. A violência coincidi com a construção recorde de assentamentos ilegais, sendo que o governo israelense aprovou a legalização de 19 novos postos avançados. Essa expansão, considerada ilegal sob o direito internacional, tem gerado críticas de diversos países, que alertam para o risco de aumentar a instabilidade na região.
Um futuro incerto
Os líderes israelenses, cada vez mais, manifestam sua rejeição a um futuro Estado palestino, desconsiderando apelos internacionais por uma solução pacífica. O ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, afirmou que a expansão dos assentamentos é uma forma de “bloquear o estabelecimento de um Estado terrorista palestino”. Essa postura reflete um endurecimento nas relações e um agravamento da situação política e social na Cisjordânia.
Em meio a essas dificuldades, as celebrações de Natal em Belém surgem como um símbolo de resistência e esperança, mas a realidade do dia a dia para os palestinos continua a ser marcada por desafios imensos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: s via CNN Newsource





