Celular da corretora morta pelo síndico é recuperado em esgoto do prédio

Investigação revela detalhes do crime premeditado e o envolvimento do síndico e seu filho

Celular da corretora morta pelo síndico é recuperado em esgoto do prédio
Imagem divulgada pela polícia mostra o celular da corretora encontrado na tubulação do condomínio.

O celular da corretora Daiane Alves Souza foi encontrado no esgoto do condomínio onde ela foi morta pelo síndico, que planejou o crime.

Detalhes da recuperação do celular da corretora morta no condomínio

O celular da corretora Daiane Alves Souza foi encontrado na tubulação de esgoto do prédio onde ela residia, em Goiânia. A descoberta foi confirmada pela Polícia Civil de Goiás durante coletiva divulgada na manhã do dia 19 de janeiro de 2026. Este aparelho contém vídeos importantes que registram o momento exato em que a vítima foi atacada, contribuindo para a elucidação do crime.

Crime premeditado pelo síndico e participação do filho nas tentativas de obstrução

A investigação aponta que o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, planejou a morte da corretora em conjunto com seu filho. Ambos foram presos temporariamente sob suspeita de homicídio e obstrução da justiça. O filho do síndico teria substituído celulares e realizado outras ações para dificultar a investigação, o que configura crime adicional.

Circunstâncias que antecederam o assassinato no subsolo do prédio

Daiane Alves desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025 após descer ao subsolo para verificar um problema de corte de energia em seu apartamento, provocado propositalmente pelo síndico. A vítima filmava os relógios de energia no local quando foi abordada. As imagens recuperadas mostram que o crime ocorreu em intervalo de aproximadamente oito minutos, após as 19h daquele dia.

Análise da dinâmica do assassinato e estratégias para evitar a captura em câmeras

O síndico utilizou as escadas, que não eram monitoradas por câmeras, para movimentar o corpo da vítima após o assassinato. O condomínio possuía apenas dez câmeras de segurança, e a única imagem do suspeito naquele dia foi registrada às 12h27, horas antes do crime. A polícia conclui que o síndico agiu com meios, modos e motivos, motivado por um histórico de perseguição judicial contra a corretora, que movia 12 processos contra ele.

Implicações legais e próximas etapas do inquérito policial

Cléber Rosa de Oliveira deverá responder criminalmente por homicídio e ocultação de cadáver. O filho do síndico, além de obstrução de provas, pode responder pelos mesmos crimes do pai caso seja comprovada sua participação direta. A polícia segue com as investigações e análise do conteúdo do celular recuperado para confirmar todos os detalhes do ataque e a dinâmica do crime.

Este caso evidencia a complexidade das investigações policiais quando há tentativa de ocultação de provas e participação de múltiplos envolvidos. A recuperação do celular da corretora foi um ponto crucial para esclarecer os fatos em torno da morte premeditada no condomínio.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br