China anuncia medidas para estimular consumo doméstico até 2030

Governo foca em ampliar demanda interna e setor de serviços para equilibrar oferta e consumo

China anuncia medidas para estimular consumo doméstico até 2030
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China planeja medidas para estimular consumo de 2026 a 2030, enfatizando o setor de serviços e buscando equilibrar oferta e demanda na economia.

A China anunciou um conjunto de medidas planejadas para o período entre 2026 e 2030 com o objetivo de estimular o consumo doméstico e lidar com desequilíbrios marcantes entre a oferta e a demanda na economia nacional. Essas ações refletem uma estratégia para fomentar a demanda interna, especialmente no setor de serviços, que passou a ser o foco principal das autoridades.

Contexto econômico e desafio do consumo

Segundo Wang Changlin, vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, a economia chinesa enfrenta atualmente um problema significativo: uma oferta robusta contrastando com uma demanda fraca. Apesar do crescimento de 5% no ano anterior, impulsionado principalmente pelo aumento das exportações, o consumo interno permanece abaixo do esperado, com vendas no varejo crescendo apenas 3,7%, abaixo da produção industrial que avançou 5,9%. Esse cenário evidencia um desequilíbrio que dificulta a sustentação do crescimento econômico.

Foco no setor de serviços como motor do consumo

As autoridades chinesas identificaram o setor de serviços como uma área com amplo potencial para expansão da demanda interna. Áreas como assistência a idosos, saúde e lazer são destacadas como segmentos que podem impulsionar o consumo das famílias, contribuindo para uma economia mais equilibrada e sustentável. Zhou Chen, da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, afirmou que os serviços se tornaram o principal foco para ampliar a demanda doméstica.

Incentivos financeiros e extensão de subsídios

Para fomentar o consumo, o governo estendeu subsídios para consumidores e empresas do setor de serviços até o final de 2026, com o intuito de reavivar a demanda interna e reduzir os custos do crédito pessoal. Além disso, o Ministério das Finanças anunciou subsídios para empréstimos a pequenas e médias empresas privadas e implementou um plano de garantia no valor de 500 bilhões de iuanes (US$71,83 bilhões) para investimentos privados nos próximos dois anos.

Desafios e perspectivas para os próximos anos

O compromisso declarado das lideranças chinesas é aumentar significativamente a participação do consumo das famílias na economia ao longo dos próximos cinco anos. Entretanto, especialistas alertam que esse objetivo exigirá reformas estruturais e estímulos persistentes do lado da demanda para superar a resistência do consumo interno. A estratégia adotada sinaliza uma tentativa de diversificar as fontes de crescimento e reduzir a dependência das exportações e do investimento industrial, buscando um modelo mais orientado ao mercado doméstico e aos serviços.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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