Dupla coordenará campanha presidencial com foco em eleger Gleisi senadora e fortalecer bancadas do PT

Deputado estadual e diretor-geral de Itaipu assumem comando da campanha presidencial no Paraná com objetivos amplos
A campanha de Lula no Paraná ganhará coordenação conjunta de dois nomes com experiência consolidada no estado: o deputado estadual Arilson Chiorato e o diretor-geral de Itaipu Enio Verri. A dupla foi oficializada para conduzir a estratégia política no território paranaense a partir de 18 de junho de 2026, com lançamento oficial previsto para 16 de agosto.
Objetivos e metas traçadas para o estado
A coordenação estabeleceu agenda ambiciosa. Além de ampliar a votação do presidente, o time deve garantir a eleição de Gleisi Hoffmann como senadora, indicação pessoal de Lula. O fortalecimento das bancadas federais e estaduais completa o tripé de prioridades para o ciclo eleitoral.
A estratégia combina dois eixos principais. De um lado, enfrentar ideologicamente correntes bolsonaristas, extrema-direita e herança do lava jatismo. Do outro, destacar realizações do governo nos municípios paranaenses, independentemente de alinhamentos com governadores estaduais.
Quem é Arilson Chiorato e seu histórico
Chiorato acumula cargo de presidente do PT estadual e da Federação Brasil da Esperança, coligação que une PT, PV e PCdoB. Sua trajetória inclui período crucial: durante a detenção de Lula em Curitiba, o deputado organizou a estrutura partidária e enfrentou movimentos pela extinção da sigla no estado e nacionalmente.
Em 2022, coordenou com sucesso a campanha presidencial de Lula no Paraná. A confiança depositada por Lula reflete esses anos de atuação consistente na defesa partidária e articulação política regional.
O papel de Enio Verri na coordenação
Como diretor-geral de Itaipu, Verri já demonstrou capacidade de gerar impacto econômico e social. Sua indicação justifica-se pelo bom trânsito junto aos prefeitos paranaenses e pelas entregas executadas em investimentos municipais durante sua gestão.
Esta nomeação reforça a integração entre estrutura governamental federal e organização política petista no estado, antecipando movimentação que caracterizará campanhas presidenciais subsequentes.
Pautas centrais da campanha estadual
Chiorato, como líder da oposição estadual, denuncia privatizações e confronta tanto bolsonarismo quanto lava jatismo, personificado no ex-juiz Sergio Moro. A campanha passará pela defesa da soberania nacional e autonomia estadual.
O discurso enfatiza importância de preservar empresas estatais e demonstrar ao eleitorado paranaense que Lula priorizou o estado com investimentos sociais e obras estruturantes. Este posicionamento diferencia a gestão federal de governos de siglas opostas que eventualmente comandem a administração estadual.
Contexto político do Paraná em 2026
O estado emerge como território fundamental para ambições presidenciais. Historicamente, o Paraná apresenta pluralismo político marcado, exigindo campanha sofisticada que dialogue com diferentes segmentos sem abrir mão de identidade e princípios.
A nomeação de Chiorato e Verri sinalizou aprofundamento do compromisso lulista com o estado, reconhecendo sua relevância eleitoral e sua importância para projetos de fortalecimento de programas sociais e infraestrutura que transcendem ciclos eleitorais.





