Ministro do STF permite operação, mas veta presença de filhos do ex-presidente.

O ministro Alexandre de Moraes autorizou a cirurgia de Jair Bolsonaro, mas vetou a presença de seus filhos durante o procedimento.
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para realizar uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral na manhã de Natal, 25 de dezembro de 2025. A decisão foi formalizada após um pedido da defesa do ex-presidente, que ficará internado no Hospital DF Star em Brasília a partir da quarta-feira, 24 de dezembro.
Vigilância e Restrições
A autorização de Moraes veio com condições rigorosas. O ex-presidente será vigiado pela Polícia Federal durante sua internação, com a presença de, no mínimo, dois policiais na porta do quarto. Além disso, o ministro vetou a entrada de dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, no local, para evitar qualquer tipo de comunicação não autorizada.
A única pessoa permitida a acompanhar Bolsonaro durante a internação é sua esposa, Michelle Bolsonaro. A defesa havia solicitado que seus filhos, Carlos e Flávio Bolsonaro, também pudessem estar presentes, mas essa parte do pedido foi negada por Moraes.
Justificativa Médica
A necessidade da cirurgia foi reforçada por um laudo da Polícia Federal, que recomendou que o procedimento fosse realizado o mais rápido possível. De acordo com o documento, a condição de saúde de Bolsonaro requer atenção imediata devido a complicações que podem surgir se o quadro herniário não for tratado. O laudo menciona ainda a piora na qualidade do sono e na alimentação do ex-presidente, o que aumenta o risco de complicações.
Contexto da Prisão
Desde 25 de novembro, Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por sua participação em uma trama considerada golpista nas eleições presidenciais de 2026. A cirurgia ocorre em um momento delicado, tanto para sua saúde quanto para o seu futuro político, dado o contexto de sua condenação e os desdobramentos legais que o cercam.
Essa autorização para a cirurgia, embora vista como uma necessidade médica, também levanta questões sobre os direitos e as condições de tratamento de ex-mandatários em situações de prisão. A decisão de Moraes, ao mesmo tempo que atende a uma demanda de saúde, reflete a complexidade do cenário jurídico e político que Bolsonaro enfrenta atualmente.
Fonte: ric.com.br
Fonte: Tânia Rego/Agência Brasil





