Claro é condenada a indenizar estudante por assédio telefônico

Operadora deverá pagar R$ 8.000 após insistentes ligações a um jovem

Justiça condena a Claro a indenizar estudante por assédio telefônico com R$ 8.000.

Claro é condenada por assédio telefônico a estudante

A Justiça paulista condenou a operadora Claro a pagar uma indenização de R$ 8.000 a um estudante alvo de assédio telefônico. De acordo com o processo, a empresa realizou mais de 20 ligações diárias ao jovem, buscando um indivíduo chamado “Demerson”, mesmo após o estudante informar que não o conhecia. Essa insistência levou o estudante a gravar as chamadas, que foram apresentadas como prova em sua ação judicial.

Detalhes do caso e a defesa da Claro

O estudante, preocupado com a possibilidade de perder oportunidades de trabalho, não conseguia ignorar as ligações. Sua advogada, Jéssika Maroco, destacou que o “bombardeio” de chamadas prejudicou a concentração e a paz do jovem. A Claro, em sua defesa, argumentou que o estudante poderia ter solicitado a suspensão das ligações, mas não tomou as providências necessárias, como registrar reclamações no SAC ou se cadastrar nas plataformas “Não me Perturbe” e “Não me Ligue”.

Sentença da juíza e as alegações do estudante

A juíza Renata Souto Maior Baiao afirmou que o estudante conseguiu comprovar que se registrou no “Não me Perturbe” e também fez queixas no “Reclame Aqui”. As gravações foram consideradas suficientes para validar suas alegações. A magistrada declarou que a Claro demonstrou desídia ao permitir a continuidade do assédio, afirmando que a operadora afetou a qualidade de vida do estudante ao insistir em ligações após ter sido informado sobre a confusão.

Impacto emocional e social do assédio

A juíza ressaltou que ser forçado a atender dezenas de ligações diariamente, temendo perder uma oportunidade de trabalho, é um fator que abala a dignidade e o direito ao sossego do indivíduo. A Claro, por sua vez, ainda pode recorrer da decisão. A situação levanta questões importantes sobre a responsabilidade das operadoras em respeitar o direito ao silêncio de seus consumidores e a gravidade do assédio telefônico.

Reflexões sobre o caso

Este caso reflete um problema crescente na sociedade contemporânea, onde as ligações de telemarketing se tornaram uma fonte de incômodo para muitos. A decisão da Justiça pode abrir precedentes para que mais vítimas de assédio telefônico busquem seus direitos. O caso também destaca a importância de as empresas adotarem práticas mais respeitosas em relação aos consumidores, evitando práticas que comprometam o bem-estar e a dignidade dos indivíduos.