Colégio reconstruído reabre em Rio Bonito do Iguaçu

Após oito meses interditado por tornado que devastou 90% da cidade, Ludovica Safraider recebe 379 alunos nesta segunda-feira

Colégio reconstruído reabre em Rio Bonito do Iguaçu
Colégio Estadual Ludovica Safraider foi destruído por tornado em novembro de 2025 e precisou ser reconstruído Foto: RPC — 1 de 2
Colégio foi destruído por tornado — Foto: RPC

O Colégio Estadual Ludovica Safraider reabre nesta segunda-feira (27) em Rio Bonito do Iguaçu após reconstrução. Alunos estavam deslocados há oito meses.

O colégio reconstruído tornado Rio Bonito do Iguaçu retoma atividades nesta segunda-feira (27) com infraestrutura adaptada para receber todas as turmas. A Secretaria de Estado de Educação preparou seis salas de aula no primeiro bloco, mais três espaços temporários em áreas reformuladas para atender os 379 estudantes.

Estrutura temporária viabiliza funcionamento

Para evitar novos deslocamentos de estudantes, a gestão da escola aproveitou criatividade logística. Dois ambientes foram instalados na biblioteca e um no laboratório de informática, permitindo que as aulas funcionem nos períodos matutino, vespertino e noturno, incluindo a Educação de Jovens e Adultos.

Odisseia de oito meses nas aulas

Após o tornado de novembro de 2025, que arrasou 90% da cidade, os alunos enfrentaram itinerário escolar fragmentado. No encerramento de 2025, foram deslocados para as dependências da Universidade Federal da Fronteira Sul em Laranjeiras do Sul. No primeiro semestre de 2026, toda a comunidade estudantil migrou para a Escola Municipal Irmã Dulce, na zona rural do município.

Infraestrutura básica pronta

A Secretaria de Estado de Educação confirmou que a cozinha e os banheiros estão operacionais, essenciais para o funcionamento regular da unidade. A secretaria administrativa foi reorganizada para abrigar a sala de professores, garantindo que toda a gestão pedagógica funcione no mesmo espaço físico.

Reconstrução em andamento

Ainda que as obras complementares prossigam nos meses subsequentes, a prioridade foi proporcionar volta segura à vida escolar convencional. A reabertura representa marco simbólico de resiliência para a comunidade local, que enfrentou reconstrução após devastação climática de magnitude extraordinária.